Entrámos na sexta-feira no Musicbox, para o lançamento do disco Mt. Erikson, dos Iconoclasts. Na altura estava o Guilherme e o Luís (Os Salto) a tocar a “Deixar Cair” para umas quantas pessoas. Éramos poucos e a sala estava quase vazia, mas havia ali qualquer coisa de bom num cenário que aparentemente poderia ser desolador. Quem estava, estava pela música, quem estava, estava pelos Iconoclasts. E Os Salto lá foram animando os primeiros minutos da festa lançamento de Mt. Erikson. E as pessoas lá foram chegando, a pouco e pouco.. Intervalo, tempo para ir a rua e espreitar a festa de Inauguração do Europa e do Jamaica e voltar para o que interessava.

Já tínhamos visto Iconoclasts no Lux na abertura de Best Coast e fomos com algumas expectativas. Não nos defraudaram. Ouvir Iconoclasts é fazer uma viagem por vários géneros e influências musicais e ficar satisfeito. É ver seis pessoas, músicos como deve ser, que se entregaram à performance, que sofrem, que sentem, que cantam. Desde a pose insegura e terna do vocalista, à entrega Vítor Hugo na guitarra, há sangue, suor naquela banda. A verdade, é que estes meninos (e menina se faz favor), já andam aqui desde 2008, tempo de concertos no Refúgio das Freiras. Não é por acaso que ganham o Termómetro, não é por acaso que saem na compilação “Novos Talentos FNAC”.

E ouvi-los é ouvir uma banda a sério, comprometida, de qualidade. E mesmo que fossemos só 40 pessoas, foi um privilégio. Movemo-nos com a calma da “Speedway”; dançámos a “Stranger In A Strange Land” acompanhados por dois “bateristas”; ouvimos a “So Disappointed” e uma bateria de outros temas do disco e, pensamos nós, um ou outro B Side. A verdade é que ouvi-los é como ver as fotografias que tirámos. Escuras, com energia, com gritos, com entrega. E foi raro o tema que não nos fez mexer. Prova, provada, provadíssima que são também, além de estarem a lançar um álbum de qualidade, uma banda que sabe actuar. E saímos dali contentes, certos que os Iconoclasts têm muito mais para dar. E saíamos dali com vontade de ver mais. And we will!


Texto e fotografias – Miguel Leite

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