Os HEALTH, autores da famosa Crimewave (não a popularizada pelos Crystal Castles, mas sim a original), vêm a Portugal, mais concretamente ao Musicbox, e não quisémos perder a oportunidade de falar com eles. Estivemos à conversa com John, o baixista, que nos confessou alguns episódios simplesmente hilariantes.

Punch: Então, vamos começar pela pergunta óbvia, vocês têm no vosso facebook “You Will Love Each Other”. Isto vem de onde?

John: É uma dica que roubámos de um livro do John Robbins “Diet for a New America”, é um dos tópicos do livro!

P: E isso funciona como uma mensagem subliminar?

J: Não, nada disso. É totalmente liminar, bastante directa.

P: Vi em dois sitios diferentes, um dizia que vocês eram noise-rock, outro dizia que vocês eram mathy-indie rock com percussões tribais. Como é que vocês classificam o vosso som?

J: Eu estou bem com noise rock, isso põe-nos numa boa linha de tempo, com imensas bandas brutais. E é assim que nos vemos, mas se calhar o nosso som pode mudar um bocado, mas sim, é basicamente isso.

P: O vosso primeiro CD era um bocado experimental, vê-se um crescimento gigante para o Get Colour, claramente a quererem “descomplicar”. Ainda continuam com este feeling ou já andam a caminhar noutras direcções?

J: Nós continuamos a evoluir o som, e continuamos a andar em frente, mas sim é o objectivo principal. Não queremos que ouçam a nossa música só porque é suposto, ou porque é cool. Não queremos nenhum tipo de traduções, do tipo, tu ouvires e tentares actuar de acordo com o que estás a ouvir. Mas continuamos à procura de fazer coisas interessantes e diferentes com a música, não queremos ser digeridos como algo banal.

P: Temos ouvido a música que lançaram no vosso facebook, “Goth Star”, do Pictureplane. Isto é um teaser do terceiro álbum?

 

J: Não, ainda não, fizémos isso apenas numa de tocarmos alguma coisa, porque estamos basicamente em estúdio a fazer audições e testes para ver com quem é que vamos gravar o novo álbum. Ou seja, isso foi apenas para esse propósito e também porque já andávamos a tocar esse som há algum tempo ao vivo e toda gente nos pedia uma versão mp3.

P: E acham que o hiato foi muito grande ou é o perfeito?

J: O tempo? O tempo foi muito, mas queremos ter o álbum feito à nossa maneira, por isso deve sair no início do próximo ano. Não temos a data exacta ainda, basicamente ainda temos nos preocupar com coisas da label, se sai primeiro no mundo todo ou só nos Estados Unidos, esse tipo de burocracias.

P: E estão a pensar gravar em algum sitio especial para gravar ou vão ficar pela Califórnia?

J: Nós vamos tentar ficar o mais próximo de casa possível, por isso vamos gravar maior parte das coisas aqui, até porque grande parte pode ser feita com o computador. A grande decisão para nós é escolher quem vai misturar e masterizar o som.

P: E já agora, em relação ao Twitter, estou bastante curioso. Quem é que se lembra daquelas cenas? Falam muito em defecar o palco!

J: Eu e o Jake basicamente! (risos) Quanto a isso, já aconteceu, eu admito! Não é algo que acontece imensas vezes, mas pronto, o álcool diz que afecta bastante. Shit Happens, sabes?

P: E em relação ao concerto, o que é que podemos estar à espera?

J: Podem esperar que seja barulhento. Vai ser bom. Não sei, venham mas é ao concerto curtir! É impossível de descrever! Nós gostamos mesmo de Portugal, gostamos imenso da comida. Podem esperar algumas músicas novas, não imensas, mas algumas!

P: Última pergunta então.. se pudesses descrever a tua música/banda como um animal, qual seria? Podes meter os animais que quiseres à mistura! E dá-lhe um nome já agora!

J: Eishh, então quero ter o melhor animal, quero pôr todos os que gosto! Quero juntar o Polvo, o Lobo, o Urso Pardo, a Baleia Assassina, o Golfinho… e o nome seria qualquer coisa tipo “Killer-Octo-Wolfin-Bear-Phin”* !

* tradução impossível!

João Pacheco

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