O IndieLisboa é, como o classifica a própria organização, um Festival Internacional de Cinema Independente. Leia-se, alternativo. E se é alternativo, não podia passar ao lado da Punch.

Assumimos desde já: não somos peritos em cinema. Ainda assim, somos adeptos de todas as artes. E se bem que a nossa paixão predilecta é mesmo a primeira (música), sabemos apreciar as outras, onde obviamente também cabe a sétima (cinema). Mais para mais, dentro do IndieLisboa existe o IndieMusic, onde são apresentados documentários ou filmes-concerto sobre artistas e bandas de culto de todo o mundo. Mas já lá vamos.

O desafio deste ano foi – em tempo de crise – superar todos os perigos (ipsis verbis) que a economia e a má moeda pudessem colocar. Como? Caprichou-se ainda mais na objectividade e pragmatismo. Exemplo: a aposta nas parcerias.

A Viennale e a Swiss Films compreenderam a situação da prole lusitana e ajudaram a organizar e concretizar os dois principais focos do IndieLisboa’ 12. A saber: Parabéns Viennale – Cinco Décadas em Cinco e Filmes e Cinema Suíço – Um Bando à parte.

A um ano de celebrar uma década de existência, o festival deste ano apresenta ainda sete longas metragens em estreia mundial e três em estreia internacional. Quando às curtas, existem 26 em estreia mundial e 16 ao nível internacional (lista em anexo).

À escala nacional, a selecção nunca foi tão honrosa, com a produção cinematográfica portuguesa representada por cinco longas metragens e 32 curtas.

Imagem da longa metragem From New York With Love, de André Valentim Almeida

Mas nem só de cinema vive o Homem.

Este ano, o Indie by Night vai apoderar-se de umas das mais icónicas ruas da capital. Em Abril e Maio, a Rua Nova do Carvalho será Rua Dr. IndieLisboa, no Cais do Sodré e servirá de ponto de encontro para público, realizadores e convidados durante 11 noites seguidas. Spots a decorar: Bar da Velha Senhora, Povo, Casa Conveniente, Musicbox, Pensão Amor e Viking.

E para os verdadeiros fãs da matéria, existem as LisbonTalks, espaço para discutir e reformular a forma de pensar o cinema, numa iniciativa que envolve o público.

Para o final, a Punch reserva o melhor. No nosso caso, a música. O IndieMusic conta com 10 longas-metragens e há quatro que me despertam já o interesse: Sigur Rós: InniAndrew Bird: Fever Year, Neil Young Journeys, Minor/Major: The TV on the Radio Tour Documentary e Meu Caro Amigo Chico. Nos três primeiros nem precisamos de explicar porquê. No último, diga-se que o amigo Chico tem por último nome Buarque e que é um documentário de Joana Vaz sobre as criações de autores portugueses como Sérgio Godinho, JP Simões, Manel Cruz e Camané e a sua relação com o trabalho do músico com os olhos mais verdes de todo o sempre.

Existem também três curtas, uma delas sobre o português Mazgani, da autoria de Rui Pedro Tendinha (lembram-se dele, dos tempos áureos do Curto Circuito?).

Imagem de Punk In Africa, outro documentário do IndieMusic. Made in Keith Jones, República Checa e Deon Maas, África do Sul

No total, são 233 filmes distribuídos por 222 sessões de cinema (lista completa aqui), de 26 de Abril a 6 de Maio, na Culturgest, Cinema São Jorge e Cinema Londres.

O IndieLisboa’ 12 promete não desiludir. Adoramos projectos independentes e alternativos. Nós e muita gente. E somos capazes de apostar que o festival deste ano vai ser outro sucesso, à prova de Troika. Mais informações, aqui.

Ricardo Quintela

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