Mais uma edição da rubrica da Punch, Ensemble, dedicada ao universo do Jazz. Na quinta publicação vamos falar sobre o novo disco do quarteto Cortex, o terceiro volume das Basement Sessions do trio Kullhammar/Aalberg/Zetterberg /Espen, o segundo registo de estúdio de João Hasselberg e, também, sobre novos trabalhos pertencentes a Bill FrisellPeirani & Parisien Duo Art.

Este é o Ensemble #7:

Cortex – Live!

Live! é o terceiro trabalho apresentado pelo quarteto norueguês Cortex, do qual fazem parte Thomas Johansson (trompete), Kristoffer Alberts (saxofone), Ola Høyer (contrabaixo) e Gard Nilssen (bateria). O som de Cortex busca inspirações baseadas nos grandes John Zorn, Ornette Coleman e, também, Don Cherry. Temas revigorantes com um toque de jazz avantgarde dos anos 60 e 70 preenchem Live!, registo de estúdio gravado durante um concerto no Nasjonal Jazzscene Victoria, em Oslo (Setembro de 2013). A acompanhar atentamente.

Kullhammar/Aalberg/Zetterberg /Espen – Basement Sessions Vol.3 (The Ljubljana Tapes)

O volume três das Basement Sessions surge como um novo desafio do trio constituído por Jonas Kullhammar, Torbjorn Zetterberg e Espen Aalberg. Gravado no Festival de Jazz de Ljubljana, a banda tem como convidado especial o saxofonista norueguês Jørgen Mathisen, que inicia num diálogo bastante interessante com o saxofone tenor de Kullhammar. Um trabalho que se estende por várias referências da cena jazz dos anos 50 e que soa a um hardbop do séc. XXI.

João Hasselberg – Truth Has to Be Given In Riddles

Foi muito fácil deixarmo-nos perder nas melodias de Whatever It Is You’re Seeking, Won’t Come In The Form You’re Expecting, o disco de estreia do baixista e compositor sediado em Lisboa, João Hasselberg. Um trabalho com participações especiais de João Firmino, Joana Espadinha, entre outros, cujos temas foram moldados com elementos que vão do jazz até ao pop e folk. Truth Has to Be Given In Riddles é o mais recente (e aguardado) trabalho de João Hasselberg, lado-a-lado com alguns dos artistas que o acompanharam no seu anterior projecto. São eles, Joana Espadinha (voz), Diogo Duque (trompete), Ricardo Toscano (saxofone), Luís Figueiredo (piano), João Firmino (guitarra) e Bruno Pedroso  (bateria). O disco que, uma vez mais, revela o lado criativo e talentoso do jovem músico foi hoje editado e já se pode ouvir na íntegra:

Bill Frisell – Guitar In The Space Age

Guitar In The Space Age molda as notas de guitarra de Frisell em composições que destilam ambientes de blues, surf e country. Um projecto aprazível, do qual fazem parte Greg Leisz (guitarra), Kenny Wollesen (bateria) e o baixista Tony Scherr; parcerias que deram origem à lista de 14 temas, sendo alguns deles inéditos e outros, autênticos clássicos dos anos 50/60.

Peirani & Parisien Duo Art – Belle Époque

Ainda que tenha sido editado no início deste ano, Belle Époque não podia passar despercebido entre os destaques de jazz mais recentes. O jovem acordeonista Vincent Peirani, que se tem evidenciado como uma das melhores surpresas em França nos últimos dois anos, junta-se ao aclamado saxofonista Emile Parisien para uma interpretação de excelência de standards de jazz e folk. Com inspirações no som de acordeão de Richard Galliano e Jean-Louis Matinier e referências incontestáveis de Parisien em Wayne Shorter e John Coltrane, Belle Époque revela-se um disco que nos transporta para o mundo dos sonhos.

Ana Isabel Palha Rodrigues