17 dias separam-nos de uma das maiores e melhores celebrações da música electrónica em Lisboa. O Lisboa Dance Festival apresentou-nos um cartaz bastante ecléctico  e prepara-se para tomar de assalto o Lx Factory, no que promete ser uma edição memorável. Para nos irmos preparando para o festival, pedimos a alguns artistas que vão actuar no festival, para fazerem uma seleção de músicas de electrónica.

Davide Pinheiroé um dos nomes que podemos encontrar no cartaz do Lisboa Dance Festival, o jornalista que continua a comunicar através da música e fazer acontecê-la irá marcar presença na celebração a dobrar da música electrónica. Promete fazer levantar o pé do chão e abanar a capital desde o hip-hop à música de dança! A sua atuação está marcada para o dia 10 de Março no Kia Rio (Sala The Dorm) quando enfrentar Vitor Belanciano num B2B. Até lá é ficar com esta playlist personalizada e feita à medida para vocês, são 10Músicas.

PLAYLIST

1. José Afonso – “A Formiga no Carreiro”:“A formiga no carreiro vinha em sentido contrário/Caiu ao Tejo ao pé de um septuagenário”
2. Mão Morta – “Oub’lá”: “Oub’lá que é que estás a fazer?” A abanar esqueletos e a dançar sobre a sepultura de alguém. E se depois?
3. David Bowie – “Ashes To Ashes”: As meninas boas vão para o céu, os meninos Bowie vão para toda a parte. As cinzas às cinzas. O funk ao funky.
4. Jessy Lanza – “It Means I Love You”: Minimalismo infantil sobre poliritmo. Andará Jessy Lanza a ouvir Nigga Fox e footwork? Só lhe fica bem.
5. Batida – “Lá Vai Maria”: Maria Capaz, abelha-rainha comandante da guerrilha cor-de-rosa.
6. Anderson Paak – “Heart Don’ Stand a Chance”: “Ooh, champagne pourin’ down/Arms, legs wrapped around you/Ooh, champagne, let it fall down/Arms, legs keep grabbing”. A última ceia de Anderson.Paak.
7. NxWorries – “Lyk Dis”: A omnipresença em pessoa. Anderson.Paak está por todo o lado e aqui não é excepção. Há poucos anos quem estava aqui era Kendrick Lamar. Dicas.
8. Kanye West – “Fade”: Um preto de cabeleira loira já é normal. E um clássico house de Nova Iorque ser reaproveitado por Kanye West para provocar a pop também. A linha de baixo tem plafond ilimitado.
9. Daft Punk – “Burnin’ (Ian Pooley “Cut Up” Mix)”: Vinte anos depois ou os próximos vinte? Apocalipse aujourd’hui.
10. Jamie xx – “Gosh”: Rave morta, rave posta ou o fim de festa perfeito. O grave a bater no coração, a pulsação a acelerar e o sol a nascer na praia. É hora de apagar a luz.

Punch Redacção