Lisbon International Music Network é muito mais do que um simples festival de música, é uma convenção internacional que tem como principal objectivo a divulgação da música que é feita nos países de língua portuguesa além fronteiras. Nos dias 1 e 2 de Junho o Cais do Sodré vai abraçar a estreia do MIL e a Punch vai marcar presença, como tal queremos dar-vos a conhecer os artistas na nossa rubrica “MIL Who?”. Scúru Fitchádu é um nome complicado de se pronunciar e a sua sonoridade um reflexo disso. Uma mistura de sons que criam um estilo muito próprio dentro do panorama musical que eleva a criatividade do artista Sette Sujidade. Da astethic do punk até ao que a imaginação nos poderá levar, é um concerto a não perder!

7×7

1 – Qual a tua primeira experiência com a música?
Uma medíocre gravação de vozes (Rap) num rádio de cassetes…em 93…

2 – De onde vem o teu nome e como é que começaste?
Sette porque jogava basquetebol na minha adolescência no Sport Escolar Bombarralense e ACR Cintrão (Oeste) e jogava sempre com o numero sete (coloquei um “t” a mais sei lá porquê… estupidez disfarçada de criatividade) foda-se…ficou à italiana.
Sujidade foi um nome “simpático” que me foi atribuído por um pequeno grupo peculiar de amigos, possivelmente por ter ideias mais “criativas”. Levei esse mesmo nome para a música, pois a minha sonoridade é lo-fi e suja como sonoridade de marca.
Scúru Fitchádu em crioulo significa escuro cerrado ou escuro denso… Acaba por atribuir uma antevisão para a sonoridade do projecto, invoca ao mistério, desconforto e claustrofobia… no escuro. Um caos controlado.

Contém 13 letras que “sette sujidade” também tem… o 13 tem a sua lógica.

3 – Descreve o teu estilo em três palavras e que ícones das músicas portuguesa e/ou mundial, influenciam o teu som?
“Punk, noise e Funana”

Tricky, Tom Waits, The Prodigy, Discharge, Crise Total, Atari Teenage Riot, Bitori Nha Bibinha, Tchota Suari.

4 – Se pudesses fazer uma colaboração com alguém, vivo ou morto, com quem seria?
Tricky (está nos meus planos), Death Grips, ho99o9, Tom Waits, Fieldy (Korn)

5 – Para ti, que artista merece o nome numa rua?
José Mário Branco (não necessita de explicação para esta resposta)

6 – Qual o próximo álbum que mais anseias ouvir?
Muito possivelmente o do meu brother Cachupa Psicadélica

7 – Qual o teu episódio mais bizarro?
Não dá para contar nem recordar… Não foi bom…envolve sangue e escuridão e uma péssima banda sonora de fundo…

10Músicas

1- Qual a primeira música que ouviste em repeat? Sempre tive muitos poucos recursos, só tive um dispositivo capaz de repetir automaticamente já em largos finais dos anos 90; rebobinei demasiadamente a fita do “Beat It” do Michael Jackson nos anos 80 ao ponto de estragar a cassete. (Aquele riff ainda é do c*****o)
2- A música que vais ouvir para todo o sempre? “Last days” dos Onyx
3- Uma música que gostasses de ter escrito? “Breathe” dos The Prodigy
4- A música que define a tua juventude? “Killing in the name of” dos Rage Against the Machine
5- A letra de uma música que te inspire? “God’s Away On Business” de Tom Waits
6- 5 músicas de bandas que vão actuar no MIL que não consegues parar de ouvir e que nós devemos ter em atenção?
“3 / 4 de Bô” – Cachupa Psicadélica
“Amor d’Laranjeira” – Cachupa Psicadélica
“Ratos” – Linda Martini
“Mo People” – Paus
“The Hunt” – Golden Slumbers