Foi no sábado, dia 3 de Junho, que tivemos a oportunidade de participar numa “muy exclusiva” conferência de imprensa do Primavera Sound Barcelona, com dois dos músicos dos metronomy: Joseph Mount (o frontman, que assume voz, teclados e guitarra) e Oscar Cash (guitarra, saxofone, teclados e back-up vocals). Este par de ingleses receberam-nos de forma bastante descontraída, sem reservas sobre as perguntas a fazer. Os temas dividiram-se essencialmente entre o mais recente álbum, o caminho que têm percorrido desde 1999, e o que podemos esperar nos próximos tempos.

Começando pelo último, Joseph indiciou que antevê um disco de groovy dance como próximo longa-duração dos Metronomy. O estilo de vida dos elementos da banda alterou-se bastante nos últimos anos, essencialmente porque Oscar casou e teve filhos. Este facto não os afastou da música — antes fez com que se queiram divertir ainda mais. De facto, tanto Joseph como Oscar consideram que curiosamente são pessoas mais extrovertidas desde que as crianças entraram na equação. Com Summer 08 (2015), os Metronomy quiseram assinalar esse crescimento, essa evolução, ao mesmo tempo que faziam uma espécie de kiss-off ao passado.

Relativamente às músicas que tocam nos seus concertos hoje em dia, a banda sente-se confortável por já poder ter reportório suficiente para poder escolher as que resultam mais, as que os deixam mais confortáveis. Confessaram-nos que têm plena consciência que nem todas as músicas que escreveram e incluíram nos álbuns continuam a fazer sentido — e que algumas são tão complexas que já não pensam em tocá-las da mesma forma. Destas retêm a essência, dando-lhes formas melódicas bastante díspares das que tinham inicialmente.

Quando os Metronomy se apresentam em formato DJ set, as possibilidades alargam-se. Não estão reduzidos ao seu próprio reportório, podem tocar músicas de quem quiserem. Assim sendo, geralmente inspiram-se no local onde vão tocar e no público que os vai receber para definirem o mood e a setlist que lhes parece mais adequada para cada ocasião. Ainda que seja um contexto bastante diferente de um concerto ao vivo, é algo que também se divertem bastante a fazer.

Já sob a forma de wrap-up, Joseph afirmou de forma segura que o concerto dessa noite, no palco Mango, traria novas músicas. Quanto aos concertos que planeavam ver, Joseph não hesitou muito até apontar os Arcade Fire — consciente de toda a carga nostálgica que isso envolve.

Andreia Duarte

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