Foi na passada quarta feira que teve início a 25ª edição do festival Vodafone Paredes de Coura, com o  sol a brilhar na praia fluvial do Taboão, onde se via a chegada de uns, e o mergulho de outros que já haviam chegado para aproveitar os concertos da vila.  Desde ir à vila de manhã, dar um mergulho à tarde, e ir para os concertos à noite, os 25 anos do Paredes de Coura foram celebrados durante 4 dias, sempre com música ao barulho.

Começa o dia com os jovens músicos courenses da Escola do Rock, que não podiam ter iniciado de melhor maneira os 25 anos do festival, a tocar os classicos das várias bandas que passaram por aquele palco, para darem lugar a The Wedding Present, que levam o público do paredes de coura a uma viagem aos anos 80, ao tocar os temas de George Best.

Depois do aquecimento, os Mão Morta apresentam as músicas do seu álbum Mutantes s21 que, assim como o festival, também celebra os 25 anos desde o seu lançamento, e a meio de um concerto que nos levou a conhecer “Paris”, “Istambul” e “Lisboa” de uma forma diferente, há um momento destinado para dar os “parabéns” ao Paredes de Coura que, apesar de ter sido uma maneira boa, mas vulgar, para felicitar o festival, quebrou um bocado a ligação criada com o público.

Mais tarde, as energias guardadas em Beak>, que nos desiludem com um concerto que não corresponde às expetativas criadas, contagiados pelo ritmo dos Future Islandsque apresentam o seu novo álbum Ran de uma maneira que nos faz esquecer o concerto desapontante da banda inglesa, e que nos mete a dançar até a música acabar.

Vodafone Paredes de Coura 2017

Kate Tempest chega ao palco e acaba a noite a mostrar-nos a sua visão do mundo, no seu estilo tão próprio, que junta a música com a poesia, ao contar-nos a história do seu encontro com sete pessoas que se encontravam acordadas às 4h18 numa rua londrina, abordando vários temas de uma maneira arrojada, e sentida por todo o público do Paredes.

Vodafone Paredes de Coura 2017

 

Texto: Márcia Barroso

Fotografia: Miguel Leite