Mais um dia do 25º aniversário do festival Vodafone Paredes de Coura, onde os campistas puderam assistir à abertura do palco Jazz na Relva com os irmãos Wallenstein. Vê-se uma maior afluência de pessoas, que exprimiam a sua expetativa para os concertos que se avistavam, e principalmente para a cabeça de cartaz. Se queres saber o que se passou, ou relembrar os momentos que passaste, fica por aqui.

O segundo dia começa com a banda portuguesa, You Can´t Win, Charlie Brown, que deixaram muito a desejar, principalmente para aqueles que já os tinham visto no NOS Alive e se sentiram cativados pela sua energia, que não se fez sentir no palco courense. De seguida, entram os Car Seat Headrest, que demoraram algum tempo para que o público do Paredes de Coura, que ia chegando aos bocados até encher o recinto do festival, sentisse o espírito festivaleiro ao som do rock da banda de Will Toledo. Entretanto, no palco Vodafone.fm, Timber Timbre que no seu estilo misterioso conseguem surpreender-nos pela positiva e mostrar como chamar a atenção do público que passeava por ali, e acabava por ficar, sentindo o ritmo calmo do trio canadiano.

Com o sol já posto, a multidão que encheu o Paredes de Coura aguarda por Andy Marshall, um jovem ruivo e magro de 23 anos, mais conhecido por King Krule, que vem diretamente de Londres, e entra no palco impressionando tudo e todos com a sua voz fascinante e pacata, deixando a plateia a pedir por mais no final do concerto.

A noite já cerrada, e os At the drive-in vêm nos mostrar que o seu jeito e espírito rock, que tirou umas longas férias, voltou mais forte que nunca, correspondendo às expetativas daqueles que já os conheciam, e impressionando aqueles que estavam ali na dúvida.

Chegada a hora esperada pela maior parte do público do Paredes de Coura, entra no palco Nick Murphy, que inicia o seu concerto como Chet Faker, para alegria de uns, e desilusão de outros. Nick Murphy mostra que ainda não conseguiu despedir-se totalmente do Chet Faker que há em si, e deixa-nos a pensar se quem vimos em palco foi um Nick Murphy com uma pitada de Chet Faker, ou se um Chet Faker a assumir uma nova personalidade, a do Nick Murphy.

Texto: Márcia Barroso

Fotografias: Miguel Leite