Os Swans, a banda de um dos maiores génios de sempre da música, Michael Gira, tornaram-se numa das mais influentes da história da música experimental, nos seus muitos anos de existência, passando pela folk densa e sombria até ao rock hipnotizante e majestoso.

A despedida em Portugal está marcada para a próxima segunda-feira, dia 9 de Outubro, no espaço Lisboa ao Vivo. Será esta então a segunda vez que a banda mete termo à sua atividade, já que em 2010 se deu o regresso desta mítica banda após treze anos de ausência. Em modo de despedida, deixamos-vos abaixo com 10 canções que achamos que merecem destaque dentro do extenso trabalho que a banda possui. E já agora, concerto a não perder. Pode ser a última hipótese que têm! Irão deixar saudades. Foi difícil escolher, mas fiquem com as nossas “10 músicas” dos Swans, todas elas autênticas obras primas.

1 – “I Am The Sun”: presente no “The Great Annihilator”, lançado em 1995, a música transmite uma pura e grandiosa energia. Não dá para ficar parado a ouvir esta.

2 – “Love Will Save You”: em 1991 saiu o “White Light from the Mouth of Infinity” e esta pérola constava no seu alinhamento. Belíssima.

3 – “The Seer”: uma das mais geniais faixas desta banda. Com um poder sem igual e uma agressividade necessária, esta obra prima embala-nos numa emocionante viagem de meia hora e pouco. Palavras para quê?

4 – “Jim”: pujante e cativante. Como Michael Gira diria, e bem, a experiência torna-se muito mais completa quando ouvimos a faixa ao mesmo tempo que visionamos a capa do álbum. Experimentem.

5 – “The Glowing Man”: uma das preferidas de todos os que gostam, nem que seja só um pouco, desta banda. O clímax é logo atingido nos primeiros minutos e mantido até ao último segundo.

6 – “New Mind”: com um simples arranjo musical acompanhado de vozes hipnóticas, esta canção é talvez das que mais ficam na cabeça logo à primeira audição.

7 – “A Little God In My Hands”: repleta de vida e movimento, esta não podia mesmo ficar de fora da lista. É quase como um apelo para que as ancas acompanhem cada acorde.

8 – “Love Of Life”: uma simples canção pop que apaixona qualquer um, com a maior das facilidades.

9 – “Like a Drug (La La La)”: um abanão aos sentidos humanos, no seu bom sentido, é como descrevemos esta faixa densa e pesada.

10 – “Bring The Sun/Toussaint L’Ouverture”: as melodias das duas partes distintas, desta majestosa canção, completam-se e deixam-nos meramente sem palavras suficientes para descrever o que sentimos ao ouvir Bring The Sun/Toussaint L’Ouverture. Sem igual e, praticamente perfeita.

Alexzandra Souza