Vodafone Mexefest já nos deu grandes concertos pop ao longo dos anos. Há muitos exemplos disso: o concerto dos Kindness, na estação de comboio do Rossio, Patrick Watson, no Coliseu dos Recreios, e até mesmo uma edição que abriu com uma pequena banda francesa, na altura, The Shoes. Este ano o festival não vai falhar nesse género. Há duas bandas que se apresentam avenida este ano, que vale mesmo a pena ver.

Disco, funk, motown – para ele não há limites. O seu nome é Luís Clara Gomes mas o alter-ego com que se apresenta em palco, e que já bem conhecemos, é Moullinex. Em 2010 lançou os primeiros EPs, Superman e Forbidden Cuts, mas foi apenas dois anos depois que editou o seu primeiro álbum de originais. Flora foi o seu disco de estreia e a ele seguiram-se Elsewhere e Hypersex, este último lançado este ano. Através de sonoridades dos mais diversos géneros musicais e juntamente com uma incrível banda que o acompanha de palco em palco, o português põe em movimento os mais tímidos alicerces do corpo humano. Com temas como “Love, Love, Love” ou “Take My Pain Away”, como não dançar?

Ao lado de Bruno Cardoso, outro virtuoso da música electrónica mais conhecido por Xinobi, criou a label Discotexas activa desde 2007 e da qual fazem parte nomes como Da Chick, Rebeka ou Throes + The Shine. Moullinex exemplifica na perfeição o potencial da música portuguesa levando-a ao panorama internacional: Cut Copy, RAC, Röyksopp & Robyn, Sebastien Tellier e Two Door Cinema Club são alguns dos grandes nomes que, através do pedido de remistura de temas originais, deram reconhecimento ao talento do DJ.

Para aguçar o apetite para o festival Vodafone Mexefest do qual Moullinex integra o cartaz, aqui vos deixamos uma ousada lição de dança com assinatura Discotexas:

Nascida no Irão mas cidadã holandesa desde os cinco anos de idade, Sevda Alizadeh, mais conhecida como Sevdaliza, é já um nome de referência no mundo musical. Em 2014 estreou-se com o lançamento do tema “Clear Air” que mais tarde integrou o EP The Suspended Kid. Um ano depois editou Children Of Silk e finalmente, este ano, lançou o primeiro álbum de originais Ison do qual fazem parte temas como “Marilyn Monroe” e “Human”, singles de 2015 e 2016 respectivamente.

Conhecida pelas grandes e sinistras produções nos telediscos, e com um semblante que relembra o da mexicana Frida Khalo, os talentos da cantora não findam. Em 2016, contracenando com Saman Amini, participou no filme The Formula onde faz o papel de Zillah, a personagem principal.

As sonoridades de Sevdaliza roçam as de Portishead ou Björk mas mantêm-se tão modernas como as de FKA Twigs. A batida electrónica acompanha a doce voz da cantora que este ano se estreou em solos lusitanos. Dentro de apenas uma semana estará em Lisboa no festival Vodafone Mexefeste onde apresentará o novo álbum Ison.

Maria Roldão