No passado sábado a Punch Magazine teve o prazer de assistir ao concerto de Vaarwell e Phila, no MusicBox. São dois talentos emergentes que estão a deixar marca no mercado e a conquistar o público dos seus respectivos géneros musicais. Fica a reportagem de dois concertos intensos que se proporcionaram no dia 25 de Novembro.

A banda composta por Margarida Falcão, Ricardo Nagy e Luís Monteiro apresentaram os temas do seu mais recente álbum, Homebound 456, bem como do seu EP de de estreia, Love and Forgiveness, lançado em 2015. O concerto começou com o “Untitled”, o primeiro tema do seu álbum, onde a voz doce de Margarida Falcão e os acordes cheios do piano deram o mote para um concerto intenso. “Floater”, “American Dream” e “Still Me” foram os temas que se seguiram, percorrendo assim a ordem de “Homebound 456”. Por esta altura o MusicBox ia enchendo, embora timidamente. O concerto continua com a interpretação de “I Never Leave, I Never Go”, tema que teve uma gravação ao vivo lançada há cerca de um mês. De seguida o público teve o prazer de ouvir uma cover da música, “Exit Music (For a Film)”, de Radiohead. Este é um tema que toma sempre conta da atenção do público de Vaarwell, público este que já se fazia notar mais neste momento do concerto. “You” e “Branches” foram as músicas seguintes, numa colagem perfeita que fez os dois temas funcionarem como um só. Por esta altura o concerto aproximava-se do fim, mas não sem antes tocarem “Inter” e “Naturlight”, terminando com o tema que dá nome ao álbum, “Homebound”, culminando na sonoridade calorosa, simples e subtil que esta banda transpõe.

A performance dos Vaarwell foi simples, subtil, mas ainda assim, intensa. A sua sonoridade que faz lembrar The XX ou London Grammar, fazendo o público dançar discretamente ao som das suas batidas.

Vaarwell + Phila - MusicBox Lisboa (25 de Novembro 2017)

O duo composto por Pedro Lucas, guitarrista e produtor, e Tine Grgurevic, um virtuoso pianista de jazz, fazem Phila. É um nome que, segundo eles, significa algo como “amar”, na língua grega antiga, e que faz também referência a uma cidade norte americana e a uma marca de queijo creme (não fosse a descrição na página de facebook deles ser: «Somewhere between cream cheese and euro-dance.»). Acompanhados por sintetizadores, teclados e uma guitarra, deram continuidade ao serão musical iniciado por Vaarwell. A sua sonoridade, embora já tendo sido associada ao euro dance, não se limita a esse género, até porque a sua música flutuou entre o jazz, o pop, o disco e terminou num gospel. O concerto começou com algumas notas subtis de piano, mas que rapidamente escalaram até sons pujantes de sintetizadores, ritmos fortes de percussão e ainda alguns acordes agressivos na guitarra. Para esta noite especial o duo fez-se ainda acompanhar por um terceiro membro, Antoine Gilleron, um trompetista que entre notas já planeadas, trouxe a esta performance um improviso com sabor a jazz.

Phila possuem uma sonoridade eclética, capaz de agradar a muitos, e ainda com a capacidade de pôr o público a dançar. Este talento emergente está agora na fase de acabamentos de um álbum – produzido por Moullinex – que deverá ver a sua data de lançamento conhecida em breve.

Texto e Fotografias: João Conceição