Os The Killers acompanham-me há uns bons aninhos. Sou uma sortuda de já os ter visto várias vezes ao vivo e nunca me esqueço da energia que o Brandon tem em palco. C’mon, há algo naquela postura de i’m great and i know it que seduz qualquer pessoa – e se não vos seduz a vocês, então temos que ter uma conversinha. Desde os seus agudos, às guitarras e sintetizadores, às luzes em palco… Os concertos da banda da fabulous Las Vegas são inesquecíveis e eu já anseio pelo 29 de Junho do próximo ano.

Escolher as músicas favoritas de uma das bandas do coração deve assemelhar-se ao mesmo que sente um pai quando lhe pergunta qual o seu filho favorito. Não é uma tarefa nada fácil e que me deixa a sentir que estou a deserdar umas quantas outras músicas. Prova disso é que já passaram quase duas semanas desde que anunciaram a vinda da banda a Portugal e só agora consegui dar nascimento a este top 10. Mas, ainda assim, ganhei coragem e reuni a lista das minhas 10 músicas favoritas da banda da fabulosa Las Vegas, como eles a apelidam – os The Killers. Com todos os clássicos incluídos, claro.

#10. //  “All These Things That I’ve Done”
I got soul, but I’m not a soldier, I got soul, but I’m not a soldier” vai ficar-vos a ecoar na cabeça. É dos meus momentos favoritos em concerto, quando toda gente o canta em uníssono – embora não seja das minhas músicas top 3, e daí o número 10. Juntamente com a música que vão encontrar a seguir (hint hint: é do mesmo álbum, o Hot Fuss) é capaz de ser um dos clássicos da banda, o verdadeiro hit do pop-rock, com uma letra absolutamente bem escrita. A melhor forma de vos introduzir a este top.

#9. // “Smile Like You Mean it”
O clássico que vos falava na música anterior. Aposto que, para muitos, será uma das primeiras músicas que ouviram da banda – principalmente quem é da geração The OC e se lembra do concerto que a banda deu na segunda temporada, no awkward episódio em que o Ryan e o Seth encontram a Summer e a Marissa no bar enquanto engatam outras miúdas. Com uma letra sobre o que é isto de ser crescido, é daquelas músicas boas para ouvir nos dias chatos. Tem um beat um pouquinho mais calmo, é verdade. Mas as guitarras e sintetizadores, ajudam a levantar o mood, mesmo sendo uma música mais melancólica.

#8. // “Human”
Letra estranha e questões gramaticais à parte – Are we human, or are we dancer? é mesmo o que o Brandon canta, mesmo estando errado – é totalmente impossível resistir a este beat. É uma das músicas que eu acho que mais caracteriza o que é a banda. O seu quê de alternativo, que nos põe a abanar o corpitxo, com os sintetizadores lá no ponto, as quebras nos momentos certos… E a voz inconfundível do Brandon. É, sem dúvida, uma das músicas mais emblemáticas que já produziram.

#7. // “The Man”
O primeiro single do quinto e mais recente álbum da banda, Wonderful Wonderful. Adoro que tenha os agudos e os falsetes tão característicos do Flowers, ao longo de todo o refrão. C’mon manter um refrão inteiro assim, não é para qualquer um… Com uma vibe meio de James Brown, põe-nos a abanar o corpinho e a imaginar que estamos mesmo num dos casinos ou hotéis de Las Vegas. Fala daquela sensação que todos temos enquanto jovens: de conseguirmos fazer tudo e de sermos invencíveis. E é tão viciante!

#6. // “The World We Live In”
O primeiro single de 2009 e, para mim, uma das músicas mais underrated dos The Killers. É das músicas que mais me dá aquele sentimento de aconchego – como sinto com quase todo o Day & Age, de onde saiu esta música. Quando ao minuto 2:30 entra a guitarra apetece dançar pela sala fora, quase como se estivesse num salão de um palácio, no meio de uma cena de um filme. Sinto mesmo como se a música fosse quase como um abraço de cinco minutos que se poderia prolongar por horas.

#5. // “Miss Atomic Bomb”
Tenho tantos mixed feelings com esta música. Há dias em que a passo à frente na minha playlist e há outros em que sinto que é a música mais intensa que os The Killers já escreveram. Um amor que já não existe, um tempo que foi aproveitado como deveria ter sido, um agora que é tarde demais. Um recuperar do “Mr. Brightside”, de uma traição que arruinou o que de tão grande chegou a existir. Tal como muitos outros singles da banda, começa devagar mas arrasa-nos sem esperarmos, num crescendo que nos faz sentir os confettis a cair na pele.

#4. // “A Dustland Fairytale”
Juntando à “The World We Live In”, acho que esta é mesmo a música mais underrated da banda. Parte do Day & Age – que é considerado um dos melhores álbuns da banda – faz-me lembrar muito a origem de The Killers pela sua sonoridade. Começa como uma espécie de balada cheia de emoção e acaba por crescer num ritmo ao qual não conseguimos, de todo, resistir. Rebenta a seguir ao refrão e, quando damos por nós, já estamos envolvidos em emoção, em sintetizador, na Cinderella do Flowers (que é, actually, a sua mãe!). E deixa-nos assim, quase sem fôlego até ao fim… Acabamos com um suspiro mas com o peito cheio desta música.

#3. // “Read My Mind”
Entramos no meu top 3 com um clichê… Primeiro que tudo: vídeo gravado em Tóquio, o Brandon Flowers de bigode e um dinossauro de peluche a dormir com o Ronnie. Acho que não precisamos de falar mais sobre este assunto, certo? É capaz de ser o ponto alto do álbum Sam’s Town e aquela musica que enche qualquer arena em concerto, num coordenado da voz do Flowers com a guitarra que é indescritível. E agora ficarei a repetir “I don’t mind if you don’t mind, ‘cause I won’t shine if you don’t shine” durante todo o dia!

#2. // “Spaceman”
Foi considerada uma das melhores músicas de 2008 (#18 no top 100 da Rolling Stone, nada mau!) e é dos meus vídeos favoritos de sempre! Surge na fase em que o Brandon Flowers assumiu as penas nos ombros como o seu favorito adereço – aqui a combinarem com um fato vermelho de super-herói. Ele passeia-se numa enorme estrutura iluminada, onde acontece uma festa com tudo e mais alguma coisa: malabaristas, pessoal em andas, bobos, equilibristas… Tudo o que existe na cabeça do Brandon. Afinal “it’s all in my miiiiiind”. Lindo!

#1. // “Mrs. Brightside”
Previsível?… Talvez. Mas é, para mim, a masterpiece da banda. É a música que me arrepia na espinha, que me deixa de sorriso de orelha a orelha e que me faz saltar da cadeira para gritar cada palavra da sua letra – yes, i know it all by heart, don’t judge! Lançada em 2003 no álbum de estreia da banda – o Hot Fuss – é, ainda hoje, a música que mais identifica os The Killers e o fecho com chave de ouro de qualquer concerto da banda. Eu que o diga que já o vi às cavalitas de um pequeno grande amigo. Foi o primeiro single da banda e, sem dúvida, o meu grande amor musical.

Mafalda Beirão