Ainda chorando algumas das baixas no universo musical em 2017, enfrentámos este ano como verdadeiros guerreiros. Finalmente ganhámos a Eurovisão e, infelizmente, o “Despacito”, mas é já de olho em 2018 que te deixamos aqueles nomes que não vais querer perder no próximo ano. Para entrar em 2018 da melhor maneira, a equipa da Punch deixa-te uma playlist com 45 nomes que achamos que vão dar que falar. As palavras bonitas vêm a seguir.

Jain

Jeanne Galice, a.k.a. Jain, é uma jovem artista do mundo, um autêntico espelho de diversidade e  multiculturidade. A vida quase nómada, durante a sua infância,  permitiu-lhe aprender e absorver diversas e distintas culturas e estilos de vida, que consequentemente lhe permitiram moldar um som único e sem precedentes. A sua sonoridade é o culminar de uma tenebrosa e perfeita tempestade musical, uma simbiose da nova música pop electrónica francesa com elementos de percussões árabes, ritmos africanos e une pincée de reggae.

02 Casabranca

Dos muitos produtores que fazem música no seu quarto, Casabranca vai dar que falar. Com dois temas já lançados este ano, “Estudo do Meio” e “Nova Ordem“, o jovem músico tem vindo a divulgar as canções aos poucos. A sua música electrónica é inspirada em New Order ou Justice. Sempre com alguns laivos de synth-pop, esta vai, definitivamente, pôr muitas pessoas a bater o pé. Mais do que um músico que se quer afirmar na cena musical portuguesa, Casabranca quer mostrar o seu imaginário, que passa pelas batidas fortes e pelas explosões melódicas.

03 Fishbach

Com apenas um LP (À ta merci, 2017) e um EP homónimo, Fishbach é considerada por muitos como um dos rostos mais promissores da música francesa! A sua sonoridade é um misto de rock e pop eletrónico, com um toque nostálgico e deleite do post punk pop dos anos ’80 francês. À sua voz grave e sensual, com um timbre quase masculino, aliam-se letras íntimas –  sobre sonhos e pesadelos – envolventes, que fazem com que a nossa mente vagueie pelo seu universo sombrio, pulsante e hipnotizante.

04 Shy Luv

Com dois EPs lançados em 2017, Shock Horror e Lungs, Shy Luv, está a preparar terreno para uma explosão nas pistas de dança em 2018.  Trata-se dum projeto dance-pop de Manchester, liderado por Sam Knowles (a.k.a. Karma Kid) e Jake Norman (o produtor Armeria). Entre os synths vintage contagiantes dos Disclosure, o funk febril dos Chromeo ou a ginga britânica dos Friendly Fires, com aquele vocal morno que seduz o ouvido mais indiferente, o duo prende-nos por tentáculos aos ritmos energéticos de singles aditivos como “Time” ou “Shock Horror“.

MONDAY

Catarina Falcão iniciou a sua nova aventura a solo, Monday, ainda em 2017. Com os singles “30 years” e “Yo yo“, esta metade de Golden Slumbers deu-nos um vislumbre do álbum que será lançado no início do ano que se avizinha. Com alicerces na folk, Cat explora, sem receios, sons mais eletrónicos e indie pop, acompanhados , sempre, por letras marcadamente nostálgicas.  Começou a apresentar o seu trabalho este ano, passando pelo Festival Silêncio e pelo Festival Aciprestes, e em 2018 estará, certamente, no radar de todos.

06 Sam Fender

Com quatro singles e apenas 21 anos, Sam Fender tem o Reino Unido e, futuramente, o Mundo a seus pés. A sua sonoridade indie rock pode ser englobada no vasto catálogo do mesmo género, mas o que o distingue e destaca face aos outros são as suas narrativas líricas, cheias de referências políticas, um instrumental que nos agarra desde o primeiro segundo e a sua intensa e poderosa voz. Em suma, é descrito como sendo a junção (e que junção) do espírito dos The Maccabees, a energia ao vivo dos Foals, a proeza dos Arctic Monkeys e a característica e sensacional voz de Bruce Springsteen.

07 BLOXX

Taz, Paul e Moz compõem o quarteto grunge-pop londrino, BLOXX, liderado pela vocalista Ophelia. Com elementos de diferentes percursos musicais, a banda move-se por uma sonoridade alt-rock muito própria e elástica, que deriva entre cenários simultaneamente delicados e sujos, cobertos por uma energia massiva ou tempos mais lânguidos, com riffs de guitarra viscerais a marcar imposição criteriosa. Se o duplo singleYou“/”Your Boyfriend” faz recordar a indie ensolarada dos californianos Best Coast, a mais recente “Coke“, confirma um instinto pop natural, que deixa antever um dos projectos britânicos mais entusiasmantes dos últimos tempos.

08 Cassete Pirata

Os Cassete Pirata são cinco e gravaram o seu primeiro EP, homónimo, com tanto carinho quanto empregávamos a identificar as nossas mix tapes. Não é apenas o nome, mas também a música, que nos remetem precisamente para a nostalgia dos anos 60′ e 70′, acrescentando-lhe um gostinho de Verão. Banda de músicos assumidos e de veia colaborativa, os Cassete terminaram o ano em cheio, num esgotadíssimo MusicBox onde partilharam palco com Tiago Bettencourt e Samuel Úria. As quatro músicas em menos de 15 minutos, que o EP nos traz, deixam-nos “Sem Norte” à espera do longa duração, prometido para o próximo ano.

09 Janeiro

Henrique Janeiro, ou simplesmente Janeiro, nome pelo qual se tem dado a conhecer, é conimbricense e estudou Musicologia e Jazz. Traz na algibeira um EP homónimo, de 2015, e a promessa de um longa duração, para a primeira metade do próximo ano. Músico de influências diversas, que vão do jazz ao rock e à bossa nova, tem partilhado canções com nomes como Miguel Araújo, Ana Bacalhau e Salvador Sobral, nas “Janeiro Sessions” do seu canal de youtube. De sorriso sincero e paixão espelhada nos olhos, Janeiro oferece-nos músicas elegantes e com arranjos improváveis, que nos fazem reflectir sobre temas do quotidiano.

10 Yonaka

Directamente de Brighton e com apenas dois anos e meio de existência, Theresa Jarvis, George Edwards, Rob Mason e Alex Crosby, são, sem dúvida alguma, uma das bandas mais únicas e excêntricas a sair de Inglaterra. YONAKA (meia noite, em chinês) é uma banda que não entra em qualquer categoria musical, visto que a sua sonoridade é quase uma ressaca musical eletrizante, um misto de rock, metal e pop com apontamentos e beats de hip-hop e grime. Heavy, o seu EP inaugural é prova disso mesmo. Um conjunto de cinco músicas, em que para além da voz poderosa e sombria de Theresa e dos poderosos riffs guitarras pujantes, encontramos autênticos hinos prontos para serem ecoados por audiências em euforia.

11 Abi Ocia

Ocia começou a cantar aos oito anos, num igreja local em West London. Foi lá que um padre a ensinou também a tocar guitarra. Aos onze já compunha canções de Natal no piano do seu irmão. Dona de uma voz ora crua ora aveludada, tingida de soul e emoção, a vocalista lançou-se com o magistral “Running“, malha intimista de narrativa pessoal. A mais recente balada, “Expo“, retirada do EP que irá lançar no início do ano, volta a assentar em vocais suspirados e injetados de R&B, que transpiram fragilidade e se embrulham num manto electrónico de ritmos atmosféricos que trazem à memória a doce Sade.

12 Lucky Who

Formados em 2016, os Lucky Who, donos de uma sonoridade romântica que convida à introspecção e ao liricismo autobiográfico, foram, em 2017, finalistas na EDP Live Bands, e em 2018 não se prevê que abrandem. A storm made for two, EP de estreia, é como uma perfeita catapulta para um próximo álbum de originais, e a Punch quer estar a par da evolução deste tão próprio indie-pop-rock português que promete cativar legiões de fãs.

13 Parcels

Viajámos até Byron Bay, na Austrália, para conhecer Parcels, um quinteto que poderia ter sido retirado directamente dos anos ’70. Desde os cabelos compridos, passando pelas roupas extravagantes, e acabando numa sonoridade com a pop dos Fleetwood Mac e o disco-funk dos Chic, estes rapazes têm conquistado boas críticas. Lugar mais que merecido na nossa lista.

14 Jaimie Branch

A trompetista e sonoplasta Jaimie Branch começou a tocar trompete aos nove anos e foi até Nova Iorque para tirar um mestrado em Jazz Performance. 2017 foi o ano escolhido para lançar o seu primeiro trabalho, Fly Or Die, um álbum que explora o mundo do free-jazz, mas que se agarra a riffs orelhudos e ambientes space-echo. A criatividade e técnica desta artista permitem-lhe viajar entre o free-jazz “barulhento” e faixas de um requinte ímpar. O facto de se rodear de excelentes intérpretes e improvisadores não a apoquenta, Jaimie Branch é uma voz única e com um futuro certamente promissor.

15 GUME

Yaw Tembe (trompete e voz), Pedro Monteiro (contrabaixo), Sebastião Bergman (bateria), André David (guitarra eléctrica), Tiago Fernandes (saxofone alto) e David Menezes (percussões) trabalham a relação entre o highlife (género musical originário do Gana) e o hip hop, dando um pézinho no hard bop. Lançado em Setembro deste ano, na galeria Zé Dos Bois, Pedra Papel reúne as influências de Ornette Coleman e Jazz Messengers e cruzam-nas com a spoken word acutilante de Yaw Tembe, misturando-as com os ambientes do pós-rock psicadélicoOs GUME exploram, de forma muito livre e cheia de groove, este panorama de estilos musicais tão díspares, a cultura urbana e a estética retro. São uma prova de que o jazz está vivo e recomenda-se!

16 Sigrid

Da Noruega para o mundo, Sigrid encanta todos com o seu synthpop dançável, que fala alegremente e energeticamente dos infortúnios da vida. Ganhou maior reconhecimento este ano, após o lançamento do single “Don’t Kill My Vibe”. Desde então, a jovem cantora já atuou em festivais como Glastonbury ou Reading, provocando enchentes e delírios entre os demais. O primeiro EP foi lançado este ano e prevê-se que o álbum saia em breve.

17 Billie Eilish

A bela e sublime voz da jovem norte-americana, Billie Eilish, não quis passar despercebida a ninguém este ano e cremos que para o ano será motivo de muito falatório. Inserindo-se na banda sonora de séries populares, como “13 Reasons why” ou “The Vampire Diaries”, a cantora foi angariando fãs por todos os cantos do mundo. A primeira extended play foi lançada este ano e merece a audição. Quem sabe, uma visita a terras lusas no próximo ano?!

18 Tomara

Tomara surge como uma expressão de desejo, uma vontade imensa de Filipe Cunha Monteiro se estabelecer, a solo, no mundo da música. O primeiro álbum, Favourite Ghost, foi lançado em Setembro do presente ano, contendo oito faixas alicerçadas no folk e com um toque de indie. Em todas as músicas, Tomara leva-nos a contemplar e a reflectir sobre o que nos rodeia e sobre nós próprios, com uma harmonia sublime entre a lírica e o instrumental. Após o esplêndido concerto no Vodafone Mexefest, 2018 promete ser um ano de belíssimos espectáculos sob este alter-ego.

19 The Marías

The Marías são um colectivo que se formou em Los Angeles no final de 2016. Apresentam um género musical soul psicadélico, mas no seu EP de estreia é possível ouvir diferentes influências musicais, que não seguram quem os ouve a apenas dois ou três estilos restritos. De acordo com a sua biografia, os fãs caracterizam a sua performance em palco como ”ter sexo nos anos ’70″ e, traduzindo esta peculiar afirmação, trata-se de uma viagem de sentidos conduzida por uma subtil tranquilidade.

20 Bassette

O seu som faz lembrar Drake ou Elli Ingram, é chill e muito dançável ao mesmo tempo. A sua instrumentação vem carregada de contraste, seja pelos baixos fortes que nos definem a palpitação, seja pelas linhas de guitarra subtis que nos fazem levitar. O mais recente single desta artista britânica, saído no dia 5 deste mês, chama-se “Bermuda”, e já é possível escutá-lo nas plataformas habituais. Bassette é um R&B cheio de personalidade e muito promissor.

21 Lúcia Vives

Lucía Vives é uma jovem que pertence à trupe da Xita Records. Circula entre a Graça, o Bairro Alto, os Anjos e outros bairros de Lisboa. É aí que estão os seus amigos, os músicos com quem colabora regularmente e as suas inspirações. Este ano lançou o EP Príncipe Real, que conta com três canções. A sua simpatia e leveza contagiam quem a ouve. Expectamos que o ano de 2018 seja um ano em que tenha espaço e em que se afirme com as suas canções de rapariga inocente, mas de quem quer ser uma mulher sem medos.

22 Moses Sumney

Moses Sumney conquistou com o seu primeiro álbum em 2017. Aromanticism é um álbum de grande maturidade musical, explorando a desilusão romântica, a incapacidade de corresponder a sentimentos amorosos e a impossibilidade do amor recíproco. “Don’t Bother Calling” expõe a voz quebrada, melancólica e doce de Moses. A suavidade do seu arranjo musical leva-nos a pensamentos perdidos e abstratos. “Plastic” relembra-nos como é íntimo este álbum: “Can I tell you a secret?”. Sentimos quase que uma cumplicidade com Moses. É fácil deixarmo-nos levar pela sua voz e identificarmos-nos com a sua música. Queremos ser presenteados com mais em 2018, pois acreditamos que ainda tem mais para nos oferecer.

23 Rex Orange County

Alex O’Connor é jovem e irreverente, compõe sem restrições ou regras. É difícil ficar-se indiferente a Rex Orange County. O álbum Apricot Princess, lançado em 2017, rapidamente nos conquistou pelo seu arranjo musical inovador e letras atrevidas. No entanto, foram os seus dois singles que mais nos despertaram para este artista. “Best Friend”, deixou-nos em êxtase com a sua voz areada e arrastada que nos envolve numa dança jovial e energética. “Loving is Easy”, mais dreamy e com um laivo de disco dos anos ’80, também rapidamente nos rendeu. Rex Orange County é viciante. Precisamos de mais deste indie rock britânico.

24 Príncipe

Príncipe lançou o seu primeiro álbum, A Chama e o Carvão, ainda em 2017. Este conjunto de canções pôs a nu as suas fragilidades e um mundo que esperamos descobrir ainda melhor. Não há muitos músicos a explorar a música melancólica de forma tão honesta como Príncipe faz. O seu primeiro álbum consegue ser eficaz e vai buscar referências interessantes como José Régio. Com ainda poucos concertos na bagagem, o próximo ano pode ser ainda de exploração, mas ao mesmo tempo ser essencial para se dar a conhecer ao público.

25 Ashe

Ashe, tendo já trabalhado com artistas como Louis The Child e Whetan, introduziu-se no meio e desenvolveu um gosto particular pelo pop rock synth. Em 2017, ganhou coragem para se lançar como artista a solo com o seu primeiro single, “Used to it“. A sua voz camaleónica, com trejeitos de jazz causou grande furor. Entretanto, o seu singleGirl who Cried Wolf“, expôs um lado mais vulnerável de Ashe com uma voz de cristal doce e suspiros de indie rock. Esta jovem artista funde o rock dos anos ’70 com o pop contemporâneo, e fá-lo de maneira orgânica com a influência dos seus sintetizadores. Ashe diz que tem composto muito e que o seu objetivo para 2018 será o lançamento de um EP pelo Outono e de um álbum pelo final do ano. Aguardamos ansiosamente pelo cumprir desta promessa.

26 Nilüfer Yanaya

Nilüfer Yanaya, londrina com voz de descendência turca, é uma grande promessa. Em 2016 lançou o seu primeiro EP, Small Crimes, apresentando o seu maior êxito, “Keep on Calling”. A sua rouquidão, áspera e doce, sem dúvida que nos rendeu. Em 2017, esta artista continuou a surpreender-nos com o lançamento de um segundo EP, Plant Feed. Na verdade, neste álbum o que nos alimenta é a elasticidade da sua voz e guitarra. Os ritmos ora lentos, ora rápidos e as melodias ora graves ora agudas, envolvem-nos na sua música e deixam-nos suspensos chorando por mais. O seu mais recente single, “Baby Luv”, deixa-nos ainda mais ansiosos para as surpresas que nos trará esta artista.

27 Genes

Genes é um empreendedor do hip-hop. Deu-se a conhecer através do seu trabalho Pessoas, além ter outros EPs que lançou através da sua página de Bandcamp. Não descansou em 2017. Promoveu-se a si próprio, fez alguns concertos e foi à procura de ser ouvido. 2018 promete ser a continuação desse trabalho. Genes faz experiências com a sua música, conquista um público diferente e vai à procura da sua identidade. Esperemos que ele continue neste caminho, pois nós vamos estar aqui para o acompanhar.

28 Think Music

Think Music. Sim a label TODA! Não digam que não vos avisámos! Quando, por meados de 2018, derem por vocês, os vossos feeds, rádios e playlists vão estar inundados de artistas tão diferentes quanto interessantes. Talvez mais que rapper devêssemos olhar para ProfJam como um mogul em ascenção. Seja o trap de Yuzi, as rimas corrosivas de L-Ali, o canivete suíço que é Benji Price, ou o gansgter místico que assume a liderança deste, mais que editora é um colectivo de individualidades com uma visão comum. O nicho do hip-hop nacional é demasiado redutor para este conjunto de personalidades, com demasiado talento e ambição para serem restringidos a qualquer impressão ou ideia pré-concebida.

29 IAMDDB

Half-Blood português e inglês, IAMDDB com o seu urban-jazz liricamente bem trabalhado parece ter vindo para ficar. Sempre munida da sua doce voz, as influências do R&B e do trap que compõem este seu auto-denominado urban-jazz levaram-na ao Vodafone Mexefest e consequente sucesso. Diana de Brito promete em 2018 conquistar seguidores com os seus dois albúns, HoodrickVol. 3 e Vibe, Volume 2, ambos lançados em 2017.

30  Kojey Radical

Não se pode dizer que é inesperado. Aliás, se uma matriz musical tão fértil e diversa como o grime não desse numa panóplia de sub-géneros e artistas fora da caixa é que seria, não só de estranhar, mas de deprimir. Felizmente não, e Kojey Radical é o perfeito exemplo disso. Londrino convicto, filho de emigrantes ganeses, ele não se limita a um género ou BPM, nem se coíbe de falar de religião, sociedade, racismo ou moda. Antigo aluno do London College of Fashion, ao terceiro EP continua a fazer ondas, tanto ao nível de popularidade como da crítica. Num país cada vez mais fracturado e insular, Kojey Radical mostra-nos que embora os problemas sociais e culturais sejam transversais, a resposta vem de dentro.

31 VEENHO

Foi em 2017 que os VEENHO se estrearam com um álbum homónimo. Estes rapazes que fazem pop de garagem, como eles assumem, têm diversas influências que vão desde o “lo-fi tuga e brasileiro até cena west coast americana”. São rapazes sem complexos que gostam de estar no meio da música, ir a concertos e desfrutar da bela cidade de Lisboa. No próximo ano podem estar numa festa de liceu ou num grande festival, mas nós queremos vê-los de qualquer maneira.

32 Sorry

Em 2016, Asha Lorenz (voz e guitarra), Louis O’Bryen (voz e guitarra), Campbell Baum (baixo) e Lincoln Barrett (bateria) formaram Sorry, projecto representante da nova geração grunge e post-punk no Reino Unido. Lançaram em Junho o primeiro EP de originais, de título Drag King/Prickz, e a ele se seguiram o single “Wished” e o disco de estreia Home Demo/ns Vol. 1. Além dos que dão título ao EP de estreia, Drag King/Prickz, do novo longa-duração fazem parte temas como “What You Pay”, “Snakes” ou “Cold By The Sun”. Os londrinos agarram elementos rock, indie e pop a e unem-nos numa melancolia dissonante que funciona e que relembra os icónicos The xx.

33 Iglooghost

É colorido, é maximalista, é explosivo e exagerado. Ao seu segundo trabalho de originais, Iglooghost, o produtor da Brainfeeder de Flying Lotus finalmente consegue dar à luz um álbum que é tudo quanto esperamos dele. As tours europeias já estão marcadas e sem darem por isso ele vai criando o seu nicho.

34 Bearbug

Pouco conhecemos deste grupo “metade urso metade inseto”. Com o single “Mt. Orchid“, os Bearbug trazem uma fragilidade emocional totalmente refrescante para o panorama da música portuguesa. Entre melodias e vozes frágeis, mas sem perder o fervor rítmico, Rolando Babo e companhia proporcionam a banda sonora ideal para um futuro incerto. Em 2018 lançarão o seu primeiro álbum, com um vídeo a acompanhar cada faixa. Se “Mt. Orchid is the place to go”, Bearbug é a banda a ouvir.

35 Yaeji

Culturalmente insular, uma apátrida sem conserto, asiática com gosto europeu nascida no novo mundo. Yaeji é isto e tudo mais. Nascida em Nova Iorque, com passagens por Long Island e Atlanta, criada em Seoul, foi em Pittsburgh que descobriu o techno e toda a demais música electrónica que a inspira. Filha de emigrantes coreanos, a velha história do artista que não se enquadra na cultura do país onde vive, nem na cultura dos pais, e cria uma mescla que é mais que a soma das partes. Conhecida pelas festas Curry in a Hurry em Brooklyn, Kathy Lee vai já no seu segundo EP de originais. Destacada pela NewYorker, Pitchfork, Earmilk entre outros, esta DJ, produtora, artista gráfica e cozinheira vai conquistar as pistas do mundo com o seu house que não é asiático, americano ou europeu, mas sim 100% incrível.

 36 Jaymes Young

Diretamente de Seattle, chega-nos Jaymes Young. Feel Something, o álbum lançado pelo jovem americano este ano, conta com 12 faixas, onde a bem conseguida mistura entre o indie-pop e a música eletrónica se encontram bastante presentes, assim como nos seus anteriores EPs, Habits of my heart e Dark Star. Só podemos pedir que o próximo ano seja um ano com mais novas surpresas que venham revolucionar o mundo da música electrónica e do indie-pop.

37 Pale Waves

Pale Waves tem um repertório que nos faz tirar o pé do chão, e nos relembra o pop dos anos ’80, Heather Baron-Gracie, Ciara Doran, Hugo Silvani e Charlie Wood, exploram os ritmos escondidos por Manchester e apresentam-nos ao mundo. Podemos encontrar todo este estilo indie pop no seu single ”There’s a honey“. Com uma tour pelas cidades britânicas, 2018 vai ser um ano em que esta banda se vai dar a conhecer, e talvez quem sabe, o ano em que vão-lhes ser abertas novas portas.

38 Au Ra

De Ibiza chega-nos uma teenager com o cabelo esverdeado. Poderia ser só mais uma entre os milhões da pop. Mas a surpresa é positiva quando carregamos no play e até arriscamos a dizer que AU/RA é uma das novidades pop a não perder de vista. Entre críticas à “concrete jungle” e com referências a Pink Floyd (com o single “Outsiders” a terminar com “Another brick in the wall”),  AU/RA tem mostrado que consegue fazer diferente. Com os singlesConcrete Jungle“, “Kicks” e “Outsiders” já no ar, deixa-nos a trautear as suas músicas que rapidamente nos ficam na cabeça. As comparações a nomes como Florence Welch, Lorde e Lana Del Rey não nos parecem injustas.

39 Wildwood Kin

As irmãs Emilie e Beth e a prima Meghan compõem um promissor trio musical. Com o primeiro EP já lançado em 2015 (Salt on Earth) e com o álbum Turning Tides lançado em 2017, o trio já começou a dar que falar e até  já passou por Glastonbury. A harmoniosa melodia folk das Wildwood Kin é marcada pelos coros perfeccionistas, pela percussão e pela mística das suas letras e lembra-nos The Staves. Com uma sonoridade que convida à introspecção, dão-nos para ouvir músicas que bem poderiam ser bandas sonoras de  bosques encantados e de refúgios na floresta. Vamos querer continuar a ouvir.

40  R.LUM.R

Que é que faz um artista do top semanal do Spotify diferente de outro? O que é que faz mais um artista de R&B alternativo destacar-se dos seus semelhantes? Ao fim do primeiro minuto de “Frustrated” qualquer pergunta fica respondida. Guitarrista clássico, natural de Atlanta, no último ano da faculdade desistiu e abraçou o circuito de bares da cidade da música americana. Quinze milhões de streams e um top semanal que se prologou mais de seis meses depois, R.LUM.R é o próximo artista daquela cidade com uma tradição incomparável.

41 The Aces

Inspirado em artistas como Miley Cyrus, Fleetwood Mac, Drake, Abba ou Frank Ocean, o quarteto feminino The Aces apresentou-se, em Junho de 2017, com o EP de estreia I don’t like being honest. Os quatro temas espelham a energia, rebeldia, confiança e melancolia que caracterizam tanto as protagonistas da banda, como qualquer adolescente que com ela se identifique. Apadrinhado pela Red Bull Records, o grupo tem vindo a conquistar espaço e buzz no panorama musical, com o pop/indie rock que escreve no feminino.

42  Louis Berry

De Liverpool para o mundo, Louis Berry promete respeitar a qualidade musical de uma das cidades que mais e melhor música nos dá. A rebeldia e as guitarradas de Louis Berry não nos deixam esquecer Jake Bugg e Alex Turner. Sem filtros nem hesitações, dá-nos blues rock que nos põe a dançar os problemas do dia-a-dia. Já com alguns singles lançados  com destaque para “Restless” (2016) e “She wants me” (2017) , o primeiro álbum está previsto para 2018.

43 Lewis Capaldi

Lewis Capaldi é um daqueles artistas que, mesmo que quisesse, não passaria indiferente à crítica. A sua voz rouca, som acústico e composição tão madura garantiu-lhe um lugar na lista anual Sound of 2018 da BBC. O primeiro single,Bruises“, rapidamente acumulou milhões de reproduções no Spotify. Bloom, o EP, surgiu pouco depois, e veio comprovar que o sucesso do compositor está só a começar. O projecto contou com o apoio de Malay, colaborador recorrente de artistas como Frank Ocean. O que Lewis nos apresenta está carregado de musicalidade, qualidade e emoção, o que nos obriga a deixar os nossos ouvidos atentos para as próximas novidades.

44 Ella Vos

A jovem americana Ella Vos chega até nós com um álbum arrepiante. Com uma voz tímida, mas que se harmoniza perfeitamente com todas as melodias e letras melancólicas presentes em “White Noise“, o seu single de estreia, esta é uma das artistas que precisas de conhecer. Um álbum que, enquanto o escutamos, nos faz parecer que estamos a ter uma conversa com nós próprios. Só pedimos que todo este percurso continue, e que 2018 seja um ano de novas descobertas para esta artista.

45  Phoebe Bridgers

De Los Angeles para o mundo, Phoebe Bridgers é nossa protegida. Com uma voz que nos aquece em dias mais frios e embala com histórias de amor, ficamos encantados com a artista que com apenas 23 anos já lançou um álbum. Stranger In The Alps é o tira-teimas necessário para perceberem do que estamos a falar. Já apontaram o nome?

Punch Redação

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