A celebração da cultura underground que é o Lisboa Dance Festival (LDF) está quase a invadir o Hub Criativo de Marvila, em Lisboa! “My Dance Floor” é a nova rubrica que te vai dar a conhecer alguns dos artistas nacionais que vão passar pelo festival, assim como as suas opiniões relativamente a este e tambem à cultura underground de Portugal. Para a segunda edição temos os Paraguaii, projecto formado por Giliano Boucinha, Igor Gonçalves e Zé Pedro Correia, que vão mostrar à grande pista Marvila o seu jogo constante entre os universos mais dançantes da música electrónica, do indie rock e dos anos ’80, que é o seu mais recente álbum – Dream About The Thing You Never Do. 

Aqui na redação da Punch, o vosso segundo álbum, Dream About Things You Can Never Do, foi quase como um continuar a trilhar pelos caminhos do rock electrónico, com novas experimentações à mistura! Como é que se sentem por fazerem parte de um alinhamento com grandes pesos da electrónica de ontem e de hoje?
O sentimento é bastante satisfatório. Vai ser um dos eventos mais importantes em que Paraguaii vai ter a oportunidade de participar até à data e, acima de tudo, é uma responsabilidade muito grande estar ao nível de tantos artistas de peso, que representam o cartaz de 2018 LDF. Estamos, digamos, em êxtase!!!!

Qual é a importância do festival, na cidade de Lisboa e no contexto da divulgação da nova música portuguesa e internacional?
Para nós, o contexto do Festival tem um peso significativo, pois foca-se num determinado estilo de música que representa um determinado público. Sendo que praticamos um estilo de música que passa pela electro-rock, é importante estarmos neste line-up, pois vamos poder chegar a mais pessoas e ter a oportunidade de as pôr à prova com a nossa sonoridade. A montra que o festival é, para os artistas, é sem dúvida uma mais valia para mostrar do que melhor se faz neste estilo, que é musica de dança, tanto a nível nacional como internacional.

Qual é a vossa opinião sobre o estado actual das editoras e da música electrónica em Portugal?
As editoras de música  electrónica têm vindo a crescer e com mais força. O facto é que há cada vez mais bandas e produtores/DJs que representam uma criatividade contemporânea, a facilidade de estares em casa e poderes criar um álbum, videoclips, e editar por ti próprio e enviar para todo mundo, faz com que haja um crescimento significativo de edições de música electrónica. Este estilo tem vindo a aprumar cada vez mais o gosto individual de cada pessoa. Penso que é um reflexo e uma resposta de mercado que se criou.

O melhor momento/concerto que já assistiram nas edições passadas?
Infelizmente, não pudemos estar em nenhuma das edições anteriores.

Os três concertos que mais querem ver nesta edição?
Os Octave One, para além de serem excelentes DJs em live acts, quando olhas para eles percebes verdadeiramente o que estão a sentir. Isso na música é sempre importante e estou mesmo curioso para os ver. Romare, porque me despertou curiosidade e adoro a estética musical dele e, ainda, pelo facto de vir com banda, penso que será também um dos momentos altos do festival. Por fim, o sr. Joe Goddard, que dispensa apresentações e justificações! :)

Quais as 5 músicas (de artistas ou bandas que fazem parte do cartaz) que melhor descrevem a cultura undergound do Lisboa Dance Festival?
Dentro do estilo,  abrindo o leque, escolhemos os seguintes: NAO, OCTAVE ONE, MAX GRAEF, XINOBI, e, não querendo ser presunçoso, incluo como 5º nome nós próprios. São cinco nomes que têm estilos diferentes dentro da música electrónica. Estas escolhas demonstram que o festival tem uma montra com uma variedade sonora, de projecto a projecto, que aos nossos olhos define o que realmente o festival quer representar.

Punch Redação