São uma das Apostas Punch Para 2018, mas o nosso romance com estes rapazes já existe há algum tempo. Estamos a falar de Parcels, um quinteto com raízes em Byron Bay, na Austrália, que do outro lado do oceano nos piscou o olho com toda a sua retro-vibe e encantou com uma sonoridade impossível de resistir. Introduções feitas, aqui ficam cinco motivos para quebrar o gelo e conheceres Louie Swain , Patrick Hetherington, Noah Hill, Anatole “Toto” Serret e Jules Crommelin.

1 – Nunca os anos ’70 estiveram tão perto
A noção de estilo deste rapazes não transparece só na sua sonoridade, carregada de baixos demasiado groovy, pautados com notas de guitarra, que trazem de volta os incríveis Chic. Estes meninos levam isto do retro muito a sério, dos pés à cabeça – reparem só aqueles magníficos cabelos compridos. Tudo para eles é charme e glamour. Definitivamente, alguém anda a viver numa cápsula do tempo!

2 – George Harrison… és tu?
Jules Crommelin é guitarrista e uma das vozes da banda, mas também demasiado parecido a um dos Beatles, George Harrison. Admitimos que pode ser muito pelo corte de cabelo e pelo clássico bigode, mas as semelhanças são evidentes. Do lado esquerdo está George Harrison, do lado direito Jules. Conseguem descobrir as diferenças?

3 – Ninguém sabe dar uso ao triângulo tão bem como Patrick Hetherington.
Já todos nós nos achámos mestres de um dos instrumentos de percussão mais menosprezados de sempre, até vermos Patrick Hetherignton em acção. Esqueçam o cowbell…“triangles are our favourite shape”.

4 – Eles soam ainda melhor ao vivo
Ainda só existe um EP disponível e promessas de um álbum para breve, mas a verdadeira essência da banda é captada ao vivo. Tudo neles é perfeito e faz sentido: desde o som que nos transporta realmente até umas décadas atrás, aos genuínos passos de dança, às tshirts às riscas e às calças de ganga até ao pescoço. As vozes criam harmonias perfeitas, os acordes abertos no piano e sintetizadores dão cores de outro planeta às músicas, os tempos e contra-tempos marcados na bateria fazem toda a diferença, as notas abafadas e acordes marcados da guitarra (à Nile Rodgers) conferem o groove, e aquele pequenino no baixo é Noah Hill, o mestre das quatro cordas. Fica dada uma sugestão para os festivais deste ano em Portugal.

 5 – Está cientificamente provado que Hideout é a banda sonora perfeita até para fazer limpezas.


 

Adriana Lisboa