É já na próxima quinta-feira que o B.Leza recebe a nova curadoria da mais internacional das labels nacionais, a Enchufada. Dotorado Pro é mais um dos intervenientes que prometem marcar mais um espaço nocturno lisboeta. Foi com apenas dezasseis anos que este produtor e DJ saltou para a ribalta da electrónica, não só portuguesa como internacional, com o grande sucesso de “African Scream (Marimbas)”. Desde aí tem vindo a lançar outros temas, numa diversidade de géneros e ritmos que põe de parte qualquer dúvida sobre o seu talento e criatividade. Com kuduro, afrobeat, trap ou funk, sempre envolto por ritmos imprevisíveis e globais, fica feito o convite para dançar ao sabor de uma das grandes esperanças da música nacional.

Com o sucesso de African Scream tornaste-te numa coqueluche da música electrónica internacional. Daí veio demasiada pressão para repetir o sucesso desse tema?
Sim, com o “African Scream” tive a oportunidade de passar por várias casas, para poder mostrar mais trabalhos meus.

Tens lançado temas distintos e parece que cada vez experimentas mais géneros e influências. Tem havido um esforço da tua parte para te desafiares como artista?
Com o tempo fui conhecendo vários artistas que produzem outros géneros de musica, e de países diferentes. Com isso fui juntando o útil ao agradável.

Produziste um tema para o Carlão. Vês-te a fazer mais produções para outros artistas?
Já produzi para outros artistas. Estou muito contente com o tema que produzi para o Carlão, e pretendo continuar a produzir para muitos mais.

Quem são as tuas maiores influências neste momento?
Nem sei.

Há algum trabalho novo na calha para 2018?
Sim, tenho vários singles para lançar, um EP, e vários videoclips. Este ano é só trabalho a sair.

Com o reconhecimento, não só em Portugal como no estrangeiro, já viajaste muito para além do teu Setúbal original. Há sempre qualquer coisa de diferente em cada sítio por que passas, ou nada há nada como jogar em casa?
Não há nada como tocar em casa, mas são oportunidades únicas! Para mim é tudo diferente e novo, lá fora, só quero continuar assim daqui para frente.

Nuno Camisa