Os portugueses GrandFather’s House abriram a 26ª edição do Vodafone Paredes de Coura, no passado dia 15 de Agosto, e não foi nem a primeira nem a segunda vez que este grupo atuou nas margens do rio Coura. A Punch esteve à conversa com eles sobre o concerto, sobre o novo álbum e ainda sobre mais umas curiosidades.

Diving
[Rita Sampaio (vocalista)] Diving… lá está, é o nome do novo álbum que, primeiro que tudo, foi um álbum que resultou de vários meses na sala de ensaios, na altura com o João Vitor na bateria. Passámos quatro meses a compor e foi um processo fora do comum, do que costumamos fazer. Tratou-se de uma troca de informações e de influências entre nós, inclusive levávamos discos para ouvir, foi muito giro. O “Diving”, enquanto nome do álbum, veio mais das letras, da simbologia, da história que o álbum representa. Acima de tudo, passa por três fases e é mesmo um mergulhar numa série de emoções, pensamentos, memórias que nos são tão profundas que se calhar não pensamos nelas durante o dia-a-dia.

Trabalho da Casa
[Rita Sampaio] Foi na GNRation, fomos acolhidos lá e estivemos a gravar o disco. É um projeto que acolhe bandas locais e lhes dá a oportunidade de trabalhar no quer que seja. Nós inicialmente íamos musicar uma curta-metragem, era uma coisa um bocado fora, mas resultou num disco [risos]. O Trabalho da Casa foi o que nos permitiu ter um disco na mão.
[Tiago Sampaio] Sim, mesmo a nível de composição e tudo, por acaso não tivemos a oportunidade de a fazer na GNRation. Esta foi, antes, desenvolvendo-se na sala de ensaios, mas foi incrível o facto de podermos depois chegar lá e contar com todo o processo e tudo… tudo aquilo que fomos criando com eles, foi incrível.

“Nah Nah Nah”
[Rita Sampaio] Esta música conta com uma participação especial, uma das presentes neste álbum, o Adolfo Luxúria Canibal. O Adolfo dispensa apresentações e é um compatriota, pois também é de Braga. Foi uma honra para nós trabalhar com ele, e confesso que, para mim, foi um desafio. A minha praia é escrever em inglês e aquele tema em português foi um desafio, mas fiquei muito satisfeita por ter conseguido escrevê-lo e fiquei satisfeita com o resultado. E, lá está… a presença dele é incrível.

Paredes de Coura
[Tiago Sampaio] É uma história engraçada, na verdade. Quando começámos, em 2012 tivemos, neste caso eu, seis meses em composição. No início de 2013 a Rita juntou-se à banda e, três ou quatro meses depois, soubemos que íamos tocar ao Jazz na Relva, em Paredes. Por esta altura ainda eu dava os primeiros acordes na guitarra e não foi tudo muito pensado, mas nós viemos e trouxemos um convidado. Da segunda vez que viemos a Paredes de Coura também trouxemos um convidado, o Nuno, que hoje está connosco na íntegra. Este ano trouxemos mais um convidado, o João Cabrita (The Legendary Tigerman), que também dispensa apresentações. Contínua a ser incrível porque sonhas tocar em Paredes de Coura e de repente acontece.

250 concertos
[Tiago Sampaio] Já passámos esse número [risos], mas é tão bom porque pisas um palco que tanto esperavas e não sentes o nervosismo. Não é só mais um concerto, mas usufruis mesmo do concerto. É toda uma bagagem que crias para chegar aqui, e quando pisas estes palcos e estás super à vontade, sabes que vai correr tudo bem. É muito bom.

Texto: Duarte Barreiros
Fotografia: Alexandra Tavares

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