Depois do Vodafone Paredes de Coura e EDP Vilar de Mouros, voltamos para a região norte para um dos últimos festivais deste verão: o Milhões de Festa. De 6 a 9 de Setembro, a cidade de Barcelos transforma-se no epicentro da música, com artistas vindos do mundo inteiro. Há muito para ouvir e descobrir – e aqui estão os nossos destaques da edição de este ano.

 

Squarepusher (UK)

Vindo direto do outro lado do canal da Mancha, Squarepusher é um artista de longa data. Com mais de 20 anos de experiência em música eletrónica, Squarepusher é um artista muito prolífico. Este consegue misturar jazz com drum and bass, com todos os instrumentos tocados ao vivo. Pondo em outras palavras, ele cria músicas que nos fazem perceber como a música pode ser a coisa mais linda do mundo.

 

Nubya Garcia (UK)

A saxofonista e compositora de Londres, Nubya Garcia, é uma das principais forças por detrás do ressurgimento de sons influenciados pelo jazz, no Reino Unido. Esta toca em alguns grupos, mas é o seu trabalho a solo que todo o mundo quer ouvir. Melodias mágicas, com um jogo bem pensado e apaixonado – ela não canta, mas nem é preciso.

 

Gazelle Twin (UK)

Começou na música depois de ver Fever Ray em concerto. Elizabeth Bernholz está por detrás do projeto de pop-industrial Gazelle Twin. Na encruzilhada entre Fever Ray, Björk e Kate Bush, a jovem britânica oferece músicas eletrónicas abrasivas, com sons metálicos e uma voz industrial. O espetáculo no palco promete estar no auge da viagem musical: Gazelle Twin está repleta de trajes feitos à mão, quase assustadores, atrás dos quais se esconde para nos transportar melhor com as suas composições poderosas.

 

Johnny Hooker (BR)

O seu concerto em Lisboa está esgotado e ele é uma das principais atrações do Milhões de Festa este ano. Johny Hooker é conhecido por misturar pop e baladas, com fortes influência de músicas brasileiras. O Milhões é um festival conhecido pela sua diversidade – ao nível musical, tal como ao nível humano – e Johnny Hooker vai se encaixar perfeitamente. A não perder.

 

Mouse On Mars (DE)

Mouse on Mars é reconhecido como um dos projetos de música eletrónica mais definidores e versáteis da Alemanha. “A música é uma forte força anárquica”, disse o duo. Com uma linguagem musical única – uma mistura entre melodias organizadas e misturas anárquicas – os Mouse On Mars são músicos que criam sons para unir as pessoas.

 

700 Bliss (USA)

700 Bliss nasceu da colaboração do poeta-escritora-rapper Moor Mother e DJ / produtora DJ Haram. As duas mulheres já tocam juntas em Filadélfia, há alguns anos, e finalmente decidiram criar um projeto colaborativo – no ponto perfeito entre a colaboração e improvisação. As 700 Bliss usam sons de discoteca contemporâneos, com atmosferas e situações terrenas e cósmicas. A dupla está lá para preencher uma lacuna na indústria da música. É música de e para mulheres, por e para as pessoas.

 

Mirrored Lips (RU)

As Mirrored Lips são o novo grupo de riot grrrl da Rússia. Elas fazem noise punk, principalmente decorrente da improvisação. Este trio só de mulheres acabou de lançar o seu último projeto através do próprio label musicaé, a Cruel Nature Recordings. Agressivas e introspectivas, uma combinação forte impulsionada pela paixão e pela poesia.

 

Lena d’Agua e Primeira Dama (PT)

Ela é a nossa rainha da pop nacional, ele é o novo prodígio indie. Juntos, uniram-se depois de Manuel Lourenço – o Primeira Dama – se apropriar de uma música da Lena. Desde Janeiro, dão concertos juntos pelo país todo e agora é a hora do Milhões os receber. No palco, eles tocam músicas dele, e músicas dela. É lindo, e é um dos destaques mais especiais desta edição.

 

Vaiapraia e Rainhas do Baile (PT)

Vaiapraia e as Rainhas do Baile é a colaboração onde o punk, o garage e a pop se encontram. Vaiapraia e Rainhas do Baile é um projeto muito intimo e honesto : fala-se de ser queer, saúde mental, fragilidade, medos, feminismo e muito mais. Representados pela promotora Maternidade, eles querem trazer essa música, carregada de activismo, para o pais todo. A música é sincera, e feita para ser partilhada.

 

Indignu (PT)

Menos de dois anos depois do sublime Ophelia, os Indignu estão de volta com um novo álbum, Umbra. Na encruzilhada do pós-rock e da música clássica, é uma nova maravilha dos músicos portugueses. Umbra é uma homenagem às vítimas dos incêndios mortais, que assolaram o solo português no ano passado. Profundamente tocados pelos eventos trágicos, e com os incêndios a porta de casa, os músicos de Indignu escreveram o quarto álbum. Uma nova jóia para descobrir em Barcelos.

Alexandra Agostinho

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