Os Echo & The Bunnymen apareceram nos anos 80 e já andam nisto, da música, há muitos anos. Pertencem à boa família do post-punk e são, certamente, uma das mais impactantes bandas do género. Versáteis e compactos, os britânicos deixaram uma marca importante na história da música – e continuam a deixar. Para os amantes de música, principalmente do post-punk, diria que eles estão na lista de bandas obrigatórias a se ver ao vivo. E, sorte a nossa, eles vão estar em Portugal já para a semana – para que os possamos riscar dessa listinha. A At The Rollercoaster, a promotora que acarinha e traz até nós o melhor do gigantesco e assombroso mundo do post-punk, é a responsável pelos dois concertos.

Quem é que nunca se arrepiou e deixou fugir um suspiro ao ouvir, os primeiros acordes de, “The Killing Moon”? Há muitas outras que provocam este efeito de êxtase, mas esta deve ser a minha preferida. Pelo menos neste momento presente. Eles são históricos, sublimes. São uma voz romântica e misteriosa que nos murmura bonitas notas musicais. Arrebatadores, são o ideal acompanhamento em todos os segundos das nossas vidas. São uma daquelas bandas eternas – que são e serão eternas. São um dos alicerces do post-punk – dificilmente se discute acerca deste universo sem eles serem mencionados.

As poéticas palavras proferidas por McCulloch ressoam na nossa memória mesmo horas depois de terem sido ouvidas. Como um eco. Um eco que se propaga: quando damos por nós já está infiltrado nas nossas mentes sempre prontas a ouvir, “só mais uma vez”, aquela voz melódica rodeada de ritmos inconfundíveis que facilmente nos deixam identificar os seus interlocutores. De tão notavelmente inesquecíveis. Os Echo & The Bunnymen não precisam de alguém que os tente descrever – eles próprios fazem-no bem, aos primeiros segundos de audição.

Eles apenas precisam da vossa presença nos concertos deles. Será em nome próprio, no dia 10 de Fevereiro em Lisboa, no LAV. Sobem para tocar no Porto, no Hard Club, no dia 17 de Fevereiro. Para ambas as datas os bilhetes são 30 euros. E, disse-me um passarinho que, os bilhetes para a data de Lisboa estão a voar. É apressarem-se.

Alexzandra Souza