O Capitólio recebeu na noite fria e gélida de sexta-feira (15.11) um concerto quente e caloroso d’O Terno. O trio brasileiro está em Portugal e Espanha numa pequena digressão e para apresentar o seu mais recente trabalho “<atrás/além>”. Este é o quarto álbum da banda e vai buscar referências ao mundo do jazz e do MPB. O Capitólio em Lisboa foi a sala indicada para este concerto. O espaço amplo, mas ao mesmo tempo íntimo foi o ideal para receber uma sala quase cheia e em que o público que estava de pé esteve sempre em sintonia com a banda.

O ambiente deste novo álbum d’O Terno é mais calmo e não tão agitado e rock’n'roll como os trabalhos anteriores. Esse lado também reflecte-se no espetáculo que querem apresentar. Os três membros da banda (Tim Bernardes, Guilherme d’Almeida, Biel Basile) entraram no palco, populado com vários instrumentos, todos vestidos de branco e sentaram-se. Logo aqui sentiu-se uma certa proximidade entre o público e os artistas, que sempre souberam quando interagir, quando falar e quando continuar com a música. Também os efeitos visuais foram numa primeira fase mais sóbrios e frios para transmitir que estavam num estúdio ou numa sala de ensaios. As luzes estava bem pensadas e banda trouxe consigo além de um técnico de som, um técnico de luzes, que contruiu um espetáculo cénico interessante.

A banda abriu com as músicas deste novo álbum que pegam muito facilmente umas nas outras, tal como disse Bernardes a meio do concerto “as músicas misturam-se”, essa foi sempre a linha deste concerto. São músicas leves e que nos levam para um ambiente romântico. Eram vários os casais a dançar agarrados. Mas a meio do concerto houve uma mudança e os Terno quiseram mostrar o seu “lado B”, a banda levantou-se e tocou algumas músicas mais rock e que até mostraram outras cores em palco. Houve tempo ainda para um encore, onde tocaram as duas últimas música do novo álbum. O sentimento no final do concerto era de termos visto um concerto com muito sentimento, bem realizado e que encheu a alma. O Terno terão em Portugal sempre um público fiel e que os sabe receber. Ficaremos à espera de mais encontros.

Rodrigo Toledo