No ano dos vintes, são sete as nossas seguras apostas: Vila Martel, Firgun, Pedro de Tróia, Nite, Hause Plants, Junno e Fisherman. Passeiam entre o nosso querido indie-rock, o folk e o jazz, entre refrões peganhentos, riffs garridos e mensagens melancólicas. São sete propostas muito diferentes entre si, por isso vale a pena saborear cada música e ler mesmo até ao fim!

Vila Martel

Caleidoscópio multiexpressivo e revitalizante. Uma expressão ampla de um sentido moderno, responsável e consciente, sinalizada pela marcante passada portuguesa, festiva e glamorosa. Uma jovialidade promissora reúne Rodrigo Mendes (vocais), Francisco Botelho (guitarra), Francisco Inácio (guitarra), Tiago Cardoso (baixo) e Afonso Alves (bateria), num projeto indie, que vem definir Vila Martel como uma das maiores promessas do nosso panorama musical. Através das suas vibrantes guitarras e da sua musicalidade colorida, Vila Martel condecoram-nos com o seu singleNão nos deixem ir embora“, soltando-se a chegada de um álbum de estreia. É notória a vontade destes meninos e, claramente, podemos concluir que esta é uma daquelas bandas que não deixaremos fugir.

Firgun

Lécio Dias é um jovem de Santa Maria da Feira que agora vive em Coimbra. O seu alter-ego musical é Firgun, tem um estilo muito próprio e canta tanto em inglês como em português. Este cantautor português vai buscar influências aos mais variados sítios, seja à guitarra do Tó Trips, à melancolia do Manel Cruz ou até mesmo à forma de cantar de Slow J. As suas músicas procuram sempre algo denso, para lá do banal, e são carregadas de sentimentos, que nos fazem refletir sobre o nosso lado mais íntimo. Apesar de ainda não ter feito muitos palcos, isso não deixou Firgun sem vontade de querer produzir mais e pôr cá fora o que lhe ia na alma. Até agora já lançou alguns singles, EPs e álbuns. Os destaques vão para o EP Lotus, em 2018, e para os seus os dois álbuns lançados em 2019, primeiro Magnolia e depois Gato Bravo. Esperamos que Firgun possa mostrar a sua música em 2020 e que esta chegue a mais pessoas.

Pedro de Tróia

O percurso musical de Pedro de Tróia começou com uma das bandas portuguesas mais singulares dos últimos dez anos, Os Capitães da Areia, que pertenciam à defunta editora Amor Fúria. Mais do que cantarem em português, esta banda com sabor a verão foi buscar referências ao melhor do pop dos anos 80. Bandas como os Delfins ou os Sétima Legião foram grandes fontes de inspiração. Tróia a solo não perde esse espírito, mas procura dar um toque mais pessoal e íntimo. Em 2019, Pedro lançou o seu primeiro single, “Embaraçado“. Esta foi a primeira música de álbum que deve sair em 2020, mas que promete mais. O jovem músico procura libertar um mundo de anseios, histórias amorosas e outras aventuras que se passaram neste intervalo, entre deixar a sua antiga banda e entrar numa fase de encontro consigo mesmo. Mal podemos esperar por ouvir as confissões deste jovem artista, que tem uma vida pela frente e muito para dar.

Nite

Ainda só com duas música editadas até agora, os Nite prometem em 2020 lançar o seu álbum de estreia, primeiro grande trabalho. Em 2018 lançaram “Intru.” e “Jazz d’Etiópia“ e mostraram desde logo ser uma banda muita eclética e sem medo de arriscar. A banda da margem sul do Tejo tem sido sempre discreta e misteriosa em relação ao que vai divulgando, mas o que já está cá fora revela um lado lúdico e com diversas facetas. O álbum que sairá em 2020 ainda é maioritariamente uma incógnita, mas já se sabem alguns detalhes coisas reveladas no Instagram da banda. Sabemos que será um álbum com nove faixas e que, ao que tudo indica, se chamará Koto. O quarteto, nas duas primeiras canções reveladas, explora as melodias, a sua instrumentalidade, e deixa-se levar por um som que fica entre o jazz e o indie-rock. Por tudo isto, esta será uma das bandas a descobrir em 2020.

Hause Plants

Quem é músico conhece aquela sensação agreste de ter tanto trabalho preso na memória do computador. Aquele que não é lançado por receio, por falta de financiamento, por comportamento perfecionista,… Por desejo dos deuses da música alternativa, o já conhecido Guilherme Correia (Ditch Days), um arrojado criativo, embebido em vontade calisténica e em frescura indie, através da sua atitude dinâmica e da sua popularíssima musicalidade, decidiu entregar-nos aquele trabalho; que não ficará guardado na memória do seu computador, mas sim na nossa playlist favorita. Lança o sou projeto a solo, Hause Plants, como uma personificação solista, vencedora e capaz de reunir maravilhosos temas que sairão ao longo deste ano. O primeiro, “City Vocabulary” sai já hoje e, meus caros, que delícia!!! Bem, nós já o ouvimos (não fiquem invejosos), e podemos prometer que 2020 vai ser um ano de grande romance entre Hause Plants e os nossos tímpanos apaixonados.

Junno

Marta Falcão, cantautora por genialidade, oferece-nos aquela vibe clássica de quinta-feira à noite, no meio das mantas, a desfrutar de um tinto da casa e dos braços do(a) nosso(a) amado(a); com uma moderna visão estilística (musicalmente) e um balanço considerável entre o romance suave e as pipocas crocantes, que nos adormecem aquela fome tardia de quem já sondou metade do catálogo da Netflix. Enquanto Junno, a Fnac deu-lhe o devido reconhecimento, ao integrar o seu tema “Middle” no Novos Talentos FNAC 2019. Este é então o tema que anuncia a chegada de um EP de estreia. Entretanto, presenteou-nos com “Pebble” e, é com toda a sensualidade da sua ondulação, que vos garantimos que Junno não falhará em contribuir para a vossa mais íntima vontade de apurar o vosso Sex Appeal, em 2020.

Fisherman

 And The Crowd Goes… Mild é daqueles trabalhos que vem dar-nos a certeza de que o country e o folk nunca sairão de moda. Fresh, suave, mas carregado de intensidade e de vibrante nostalgia de outros tempos tão mais simples, tão mais sinceros e tão mais miraculosamente mexidos, este é o EP que vem apresentar Martim Seabra e defini-lo como uma vincada promessa para 2020. Claramente, a sua cartada mais forte é a de fazer música que tanto vos agradará, como também levará àquela discussão acesa com o vosso pai, que vos dirá que já não se faz música assim… Mal sabe ele que o Martim é nosso contemporâneo, é português e anda por aí a encher-nos de riffs garridos, mas carregados com uma inovação presente em todos os seus passos dançantes.