A celebração da cultura underground que é o Lisboa Dance Festival (LDF) está quase a invadir o Hub Criativo do Beato, em Lisboa! “My Dance Floor” é a nova rubrica que te vai dar a conhecer alguns dos artistas nacionais que vão passar pelo festival, assim como as suas opiniões relativamente a este e também à cultura underground de Portugal. Para esta terceira edição temos um dos produtores portugueses mais promissores do panorama actual, que tem posto as pistas de danças nacionais a vibrar e a suar com os seus ritmos alucinantes e acutilantes. Falamos obviamente de PEDRO (fka Kking Kong).

O ano passado foste um dos convidados da curadoria do Branko, portanto já tens uma certa ligação ao Lisboa Dance Festival! Conta-nos como foi a tua experiência e o que podemos esperar desta tua aventura a solo?
O ano passado foi muito cool. Todo o ambiente e vibe do LDF é diferente do que se consome habitualmente em Lisboa. A música que se ouve e as pessoas que vão são claramente pessoas que seguem o que se passa lá. Sobre a minha actuação, o meu objectivo é mostrar o máximo possível daquilo que tenho feito e também tudo aquilo que tem vindo a ser realizado dentro do universo Enchufada.

Qual é a importância do festival, na cidade de Lisboa e no contexto da divulgação da nova música portuguesa e internacional?
Hoje em dia, numa cidade onde está tudo a acontecer, como Lisboa, não basta apenas realizar algo sem um propósito. Sinto que tem que existir um plano onde tudo encaixe e faça sentido, e o Lisboa Dance Festival faz exactamente isso. Um festival que honra as pessoas da cidade, dê visibilidade ao trabalho nacional e ainda traga artistas novos e cool internacionais, torna tudo isto muito mais especial.

Qual é a tua opinião sobre o estado actual das editoras e da música electrónica em Portugal?
Nunca o nosso panorama foi tão completo, diversificado e com tantas coisas a acontecer. Começa-se a criar uma cultura palpável de musica electrónica que por sua vez origina cada vez mais verdadeiros seguidores daquilo que todos nós andamos a criar constantemente.

O melhor momento/concerto que já assististe nas edições passadas?
O melhor momento a que assisti foi o DJ Set do George Fitzgerald, muito porque era algo que estava curioso de ver há imenso tempo naquele contexto.

Os três concertos que mais queres ver nesta edição e porquê?
NAO, Joe Goddard e Octave One. Nunca tive a oportunidade de os ver actuar e acho que vão ser três concertos muito bons.

5 músicas (de artistas ou bandas que fazem parte do cartaz) que melhor descrevem a cultura undergound do Lisboa Dance Festival?
Rastronaut “Azinhaga” | Shaka Lion “Depois do Eclipse” | Max Graef  “Pedro” | NAO “Girlfriend” | Paraguaii – Ancient Gurl
Os artistas que mencionei descrevem, cada um à sua maneira, tudo aquilo que se pode esperar do Lisboa Dance Festival, sejam eles projectos novos ou nomes muito fortes onde tudo junto, resulta num enorme cartaz.





Punch Redação