Embora já tenha lançado diversos singles, “Spice Up My Life” é o álbum de estreia do britânico Sammy Virji. O seu estilo de eleição é o UK Garage, um estilo que é conhecido em Portugal, e até iria ter uma festa dedicada a ele. A mesma estava agendada para 11 de abril, no Pérola Negra no Porto e um dos grandes amigos musicais de Sammy Virji, o britânico Conducta, iria lá tocar.

Mas quem é Sammy Virji? Sammy é um produtor e DJ natural de Witney, perto de Oxford, de Bassline e UK Garage. Segundo uma entrevista dada ao “The Voice of London” música tem sido um sonho desde que era criança, e graças ao pai ser músico, não demorou até Sammy entrar no grande mundo musical.

Com cerca de 25 mil seguidores no Soundcloud e com um remix da música “One Dance” a contar com mais de quatro milhões de visualizações, não é de espantar que dentro do género, Sammy Virji esteja entre os líderes desta nova geração.

Este álbum de estreia é a prova disso. Estas músicas apresentam um estilo de música que, para além de ser feito para a pista de dança, tem várias vozes que fazem com que as músicas fiquem imediatamente na cabeça.

Começamos com “Spice Up My Life” com a voz de Paige Eliza, a primeira faixa que dá nome a este trabalho. Embora tenha uma introdução que deixa a desejar, assim que o drop começa, esquecemos o início mais calmo e começamos a dançar ao ritmo desta música.

A segunda música, “Basic”, já traz mais movimento ao álbum, e aqui, o DJ residente da Rinse FM permanece fiel às músicas que já lançou no passado, já que consegue criar uma fusão perfeita de UK Garage e Bassline.

Segue-se “Forever” com Tuff Culture. Esta música segue a mesma linha linha de “Basic”, uma voz cativante e fácil de decorar canta ao longo da música enquanto uma melodia rápida, mas que conseguimos acompanhar sem qualquer problema, toca.

Com “Call His Name” temos a confirmação que as suas faixas transbordam um groove e entusiasmo que deixa qualquer um com vontade de dançar. Com melodias que nos lembram as festas dos anos 80, mas aplicadas aos tempos que vivemos, esta é aquela música eletrónica que podemos mostrar aos nossos pais e eles não pensam “Que som é este?”. “The Streets” prova-nos que vai ser difícil escolher uma faixa favorita, pois cada uma tem o seu estilo, mas todas estas músicas têm um ritmo coeso e refrescante.

O álbum termina com “Until Tomorrow”, o final perfeito para esta viagem pelo, onde poderíamos estar num clube underground de uma cave londrina. É, sem dúvida, um álbum que nos dá vontade de ouvir em loop e ouvir mais de Sammy Virji. Este trabalho mostra que a música eletrónica pode ser muito abrangente e uma faceta diferente da nova electrónica britânica.

Nota: 8.5/10

Rita Velha